sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O maior dos tesouros.

Havia certo homem rico, em sua casa havia muitas obras de arte de valor inestimável. Certo dia esse homem estava fazendo uma viagem em seu automóvel importado quando um pneu estourou, forçando-o a parar diante de uma casa à beira da estrada. Após a troca do pneu danificado ele estava com sede e bateu à porta da casa em busca de um pouco de água.



Após alguns minutos apareceu uma jovem senhora se desculpando pela demora, ela estava cuidando da horta nos fundos da pequena propriedade. Enquanto o empresário tomava a sua água oferecida tão gentilmente pela senhora, ele percebeu a simplicidade daquele lar. A pouca mobília já demonstrava sinais de velhice, apesar disso tudo estava muito limpo e organizado.

Um gemido alto vindo de um dos quartos chamou a sua atenção, a senhora pediu licença e ficou alguns minutos no quarto, ao retornar havia no seu rosto uma mistura de tristeza e preocupação. Curioso ele perguntou se estava tudo bem, ela explicou que o seu filho de cinco anos estava muito enfermo, uma doença que os médicos ainda não haviam diagnosticado e que havia vitimado o seu marido.

Sensibilizado com o caso ele insistiu para ela ficar com certa quantia de dinheiro para ajudar, ela aceitou com lágrimas nos olhos. Então dando partida em seu automóvel ele partiu. Porém as imagens daquela família ficaram em sua mente por dias. Ele decidiu então trazer o garoto para a cidade e pagar um tratamento particular. Porém essa atitude se mostrou insuficiente, devido à gravidade da doença. Ainda muito comovido com essa situação certa noite ele perdeu o sono, e começou a vagar pela casa até estar diante da sua coleção de obras de arte. Subitamente aqueles quadros já não pareciam tão belos ou preciosos. Uma idéia surgiu então na sua mente, rapidamente ele organizou um leilão e vendeu o seu acervo por um bom preço. Com a quantia ele pôde levar a criança ao melhor médico especialista do mundo na doença do garoto, que após um período de tratamento ficou curado.

A alegria deles não terminou por aí, durante esse processo nasceu uma ligação entre eles, que terminou em um casamento e o início de uma família feliz.

Eu gosto de contar essa história para explicar em uma linguagem cotidiana a parábola de Mateus 13.44: “Também o Reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo que um homem achou e escondeu; e, pelo gozo dele, vai, vende tudo quanto tem e compra aquele campo”.

Eu também vivi essa experiência. Eu gosto muito de ler e colecionar. E sabemos que para um colecionador os seus itens são um tesouro inestimável. Antes de me tornar um cristão eu tinha algumas coleções de revistas:

Colecionava certa revista esportiva devido ao meu fanatismo com o futebol (ainda gosto de esportes, só o fanatismo ficou no passado).

Colecionava uma revista masculina (ou nas palavras do Chaves: “aquelas revistas de pobres senhoras sem dinheiro para comprar roupas.”).

Colecionavas revistas de RPG (sigla em inglês para jogo de interpretação de personagens). Um passatempo que eu e minha turma tínhamos em comum.

Depois que eu tive um encontro com Jesus, e percebi como é precioso o Reino de Deus, rapidamente abri mão das revistas masculinas. As outras ainda levaram um tempo.

Deus retirou do meu coração o fanatismo em relação ao meu time de futebol preferido, então decidi deixar de comprar as revistas por questão financeira. Afinal ainda acompanho as notícias de esporte na televisão e internet.

Quanto ao RPG, eu considero um bom passatempo e uma ferramenta poderosa para a educação. Desenvolvi parte da minha forma de escrever com técnicas usadas no RPG. Entretanto, o RPG consome tempo e dedicação dos seus jogadores, além disso, alguns dos títulos do mercado usam temas sombrios, voltados ao ocultismo ou à feitiçaria.

Um dia Deus falou comigo durante uma oração, Ele me disse que me usaria para pregar o evangelho, e disse que precisava que eu me afastasse do RPG para dedicar o melhor de mim a Ele.

Então eu me afastei das minhas coleções e achei um tesouro maior. Não estou dizendo que você não pode ter periódicos esportivos ou de qualquer outra área (hoje tenho uma biblioteca de livros e revistas de cunho teológico). Não estou dizendo que não podemos ter passatempos (eu ainda tenho meus momentos de descontração com meus amigos), e nem afirmando que todo rpgista é um adorador do demônio (como eu ouvia isso). Estou afirmando que DEUS colocou diante de mim uma escolha, e eu escolhi o tesouro do evangelho do reino.

Em algum momento de nossas vidas Deus nos concede a oportunidade de considerarmos os nossos tesouros com os que Ele tem a oferecer. O apóstolo Paulo desistiu de ser Saulo (alguém que teria uma vida próspera entre os judeus) por amor a Cristo, e se tornou o apóstolo dos gentios, deixando um legado que perdura até hoje.

“Ainda que também podia confiar na carne; se algum outro cuida que pode confiar na carne, ainda mais eu: circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu, segundo o zelo, perseguidor da igreja; segundo a justiça que há na lei, irrepreensível. Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas e as considero como esterco, para que possa ganhar a Cristo” (Filipenses 3. 4 a 8).

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