segunda-feira, 5 de abril de 2010

O homem da cruz do meio.

Nesse período da páscoa nós temos a oportunidade de ver na mídia muitas reportagens e filmes sobre a morte e ressurreição do Senhor Jesus. Na Sexta-feira eu liguei a televisão no meio a tarde e me deparei com três filmes sobre a vida de Jesus, e tiveram mais alguns no feriado. Uns bons, outros com uma mensagem distorcida e distante do verdadeiro evangelho, e outros que de tão toscos chegavam a ser engraçados. Um desses filmes, produzido em meados da década de setenta do século passado, mostrava um Jesus loiro e cabeludo, todo desencanado como um hippie, que eu sentia que em algum momento o Jesus logo diria “paz e amor bicho”!
Um evidente ponto em comum em todos esses filmes era o momento da crucificação. Todos temos em nossas mentes uma imagem ilustrativa desse momento, as três cruzes no alto do monte do calvário, os soldados romanos, os sacerdotes e a multidão que presenciava a execução daquelas penas de morte. Um item importante nesse cenário é a placa que Pilatos mandou colocar sobre a cruz. Nessa placa pregada na cruz estava escrito em grego, latim e hebraico: “JESUS NAZARENO, REI DOS JUDEUS”.

Os líderes judeus não gostaram muito do que estava escrito, eles queriam que Pilatos escrevesse “aquele que disse ser o rei dos judeus”. Porém Pilatos não mudou os dizeres. Todos que presenciaram a crucificação puderam ler o testemunho de Pilatos acerca de Jesus (graças a estar em três idiomas diferentes). Quem passasse por ali viria a mensagem acerca do sacrifício de Jesus o rei dos judeus.
Vale ressaltar aos meus irmãos em Cristo que estarão lendo esse artigo: SEMPRE HÁ UMA MENSAGEM NA CRUZ! Não podemos abandonar a mensagem da cruz! Estamos vivendo dias trabalhosos, e em muitos púlpitos a mensagem da cruz é considerada antiquada. Digamos como naquele célebre hino de Antônio Almeida presente em muitos hinários usados em nossas igrejas (hino 291 na Harpa Cristã):
“Sim, eu amo a mensagem da cruz; Até morrer eu a vou proclamar; Levarei eu também a minha cruz; Até por uma coroa trocar!”
Voltemos à crucificação. Você já percebeu que é bem mais fácil “visualizar” em sua imaginação o Senhor Jesus curando cegos, levantando paralíticos, do que no momento da crucificação? Ninguém gosta de visualizar uma pessoa flagelada, com o corpo desfigurado, banhado em sangue, usando uma coroa de espinhos, com pregos atravessando mãos e pés, ainda mais sendo o filho de Deus. Essa visão realmente nos constrange por que nossa natureza pecaminosa fica explicita diante do sacrifício divino, porém, mesmo constrangido(a), contemple a cruz do Cristo, há uma bênção na cruz.
Deus permitiu ao profeta Isaias “ver” essa cena de forma profética, séculos antes do ocorrido. Vejamos a descrição dele do homem na cruz: “Quem deu crédito à nossa pregação? E a quem se manifestou o braço do SENHOR? Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha parecer nem formosura; e, olhando nós para ele, nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos. Era desprezado e o mais indigno entre os homens, homem de dores, experimentado nos trabalhos e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum.” (Isaias 53. 1 ao 3).
Isaias percebeu que o messias havia sido desprezado pelo seu povo, mas ele notou que o messias completou a missão a Ele determinada: “Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados.” (Isaias 53. 4 e 5).
O profeta ao olhar para a cruz viu o messias sofredor e vitorioso. Agora que você já deve ter uma “imagem” mais nítida da cruz do meio em sua mente, então eu te pergunto: Quem é o homem da cruz do meio para você?
Havia uma multidão no momento da crucificação, afinal o que eles pensavam do homem da cruz do meio?
Muitos sacerdotes e líderes dos judeus olhavam para Jesus e o acusavam de charlatão, falso profeta e de ludibriador do povo. Nesse momento eles zombavam e pediam provas da divindade de Jesus. Muitos ainda hoje olham para Jesus e o acusam de ser uma das maiores fraudes da história humana. Chamam o cristianismo de ajuntamento de pessoas ignorantes e os seus líderes de vendedores de fé. Zombam dos nossos padrões morais e pedem provas da existência de Deus.
Os soldados romanos estavam executando os condenados daquele dia. Eles olhavam para Jesus e viam apenas mais um desordeiro judeu. A visão sincrética romana da cruz continua presente em nossos dias. Para muitos Jesus é “só mais um”. Infelizmente muitos o comparam a homens como Abraão, Moisés, Maomé, Buda, Cardec, entre outros. A visão romana no cristianismo faz com que muitos busquem ajuda de outros “intercessores”, ao invés de buscarem o verdadeiro caminho que é somente o Senhor Jesus (João 14. 6).
Haviam dois homens crucificados próximos à cruz de Jesus. Um deles ao olhar para Jesus pedia prova do seu poder: “Se você é o messias desça da tua cruz e nos livre também!” Uma visão parasita e mesquinha de Jesus. E ainda existem muitos parasitas da cruz! Pessoas que procuram a Jesus por puro interesse, enxergam nele uma oportunidade de melhora. Mas, quando o assunto é sobre compromisso, santidade, renúncia e servidão ao Senhor, essas pessoas se escusam e somem.
Entretanto, o ladrão da outra cruz o repreendeu chamando-o de descrente e hipócrita. Esse ladrão reconhecendo os seus pecados disse ser culpado de seus crimes. E agora, começam as revelações que esse segundo ladrão teve ao contemplar a cruz do meio: Olhando para Jesus ele percebeu que um inocente e justo estava sendo executado. De repente essa execução mais parecia um sacrifício aos seus olhos, e uma esperança brotou em sua mente. Ele disse a Jesus: “Senhor, lembra-te de mim ao entrar no teu reino.” Em outras palavras ele estava dizendo: Jesus, eu percebi que tu és Senhor e rei, sinto a morte se aproximando, mas percebo que teu reino é maior que a morte. Por favor, lembra-te de mim ao lá chegar.
Aleluia! Ele viu além do calvário, ele percebeu que estava ao lado de um rei eterno e imortal. Muitos de nós já tivemos essa visão do Cristo vencedor e aceitamos Seu senhorio em nossas vidas. Quem tem essa visão é privilegiado com a presença do Senhor ressurreto.
Jesus venceu o pecado e a morte naquela cruz por você amigo leitor. Para que você ao olhar para a cruz perceba a sua fraqueza e seja grato a Deus por permitir a Jesus sofrer o castigo que nos traz a paz com Deus.
Contemple a cruz, enxergue o messias, e entre no Reino do Senhor eterno.

0 comentários:

Postar um comentário

A sua opinião é muito importante para a gente.
Comente, critique, deixe a sua dica para que o Sementes do Evangelho seja um blog relevante.