segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Conselhos de pescador.

Sou grato ao meu bom Deus por poder enxergar a sua palavra em todos os momentos. Digo isso devido à capacidade que Ele me deu de retirar mensagens nas situações mais casuais da vida.
Nesse final de semana (dias 21 e 22 de Agosto de 2010) finalmente eu pude conhecer o pesqueiro que pertence à minha família. Há mais de dois anos que nós temos um rancho próximo a uma represa, mas devido ao meu trabalho eu ainda não o conhecia.

Meu pai, que vocês conheceram no primeiro Frutos do Evangelho (clique aqui para ver), sempre teve a pescaria como passatempo, claro que ele buscou ensinar o seu passatempo aos filhos (eu e meu irmão Alessandro). Eu realmente gosto de pescaria, mas não cheguei ao nível dos dois.
Depois de duas horas de estrada chegamos ao nosso ranchinho, confesso que sou uma pessoa urbana e levei um tempinho para me adaptar, mas logo estava com equipamentos em mãos e pronto para a pescaria.
Só havia um problema, o mês de Agosto é péssimo para a pescaria em nossa região. É um tempo de águas frias que alteram o metabolismo dos peixes e diminuem o apetite de nossos amiguinhos.
Mesmo assim todos saímos de Cassilândia dispostos a nos divertir, com ou sem pescaria. Logo eu e meu pai estávamos em nosso barco em busca dos peixes. Havia muito tempo que eu não manuseava uma tralha de pesca, necessitei da ajuda do patriarca dos Custódios. Mas não deu em nada.
Na manhã seguinte partimos em mais uma empreitada, novamente meu pai foi extremamente prestativo e didático, a todo instante ele me dava dicas de como alcançar os peixes. Porém, novamente voltamos de mãos vazias.
Eu estava muito feliz por poder ter um final de semana de descanso, tive momentos agradáveis com a minha família e amigos presentes, mas estava decepcionado por não ter pego nenhum peixinho.
Lembrei-me de Pedro voltando com o barco vazio após uma noite de trabalho, a decepção dele era bem maior que a minha. Enquanto eu estava ali fazendo pesca esportiva ele estava tentando suster o seu lar. Ao chegar à praia Jesus usou o seu barco de púlpito e depois lhe ordenou que lançasse as redes. Vencendo o cansaço e a decepção Pedro obedeceu à ordem de Jesus e recolheu uma rede repleta de grandes peixes. Além do milagre Pedro recebeu uma nova vocação (Lucas 5. 1 ao 11).
Eu meditava nessa passagem quando o meu velho veio me chamar para mais uma tentativa, evidente que aceitei na hora!
Chegando ao tablado construído para oferecer um conforto maior aos pescadores nos unimos a um casal de amigos donos um rancho vizinho. Ao lançar a minha linha fisguei uma corvina, logo depois outras, e outra...
No final foram cinco boas corvinas em poucos minutos. Eu já estava satisfeito, mas aquela tarde me reservava mais uma lição: Em certo momento o vizinho perguntou pelo meu irmão (Diácono Alessandro Custódio, ou Sandrinho, o camarada da foto ao lado), nesse momento meu pai disse:
- Ele está pescando tucunarés, eu confio nele e sei que logo ele voltará com uns três ou quatro dos grandes.
Quando chegou meu maninho trazia cinco tucunarés (que vão ser assados nesta quinta na nossa reunião semanal com nossos amigos), todos ficaram surpresos, exceto meu pai e minha cunhada (Diaconisa Helena Custódio) que conheciam a capacidade daquele pescador.
“Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens” (Mateus 4. 19).
Jesus nos chamou para sermos pescadores de pessoas para o reino de Deus. Muitas vezes encontramos pessoas com corações gelados que não estão dispostos a aceitar a palavra da salvação. O desânimo pode chegar após algumas tentativas frustradas. Não sou um pescador profissional, mas tenho alguns conselhos para quem está desanimado ou com a chamada divina:
Não se considere incapaz! Saiba que Deus está bem do seu lado no barco, Ele vai te instruir com boas idéias, dicas e estratégias para alcançar as pessoas. Assim como cada espécie de peixe possui modo operante para ser fisgado, as pessoas são alcançadas pelo evangelho de formas diferentes, e Deus vai te ensinar. Fique atento às suas dicas.
Seja persistente sem ser agressivo! Muito barulho ou água agitada afastam os peixes. Saiba evangelizar sem ser “chato” ou “importuno”. Ore pelas pessoas, em breve a “isca” vai passar a ser agradável a eles.
E por último, mas não menos importante, saiba que Deus confia em você! Ele nunca investe para perder! Muitos podem não acreditar que você seja capaz, porém quando usamos os “equipamentos” e “técnicas” cedidas por Deus, a pesca é abundante!
Boa pescaria.
“Simão, disse-lhe: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, porque mandas, lançarei a rede. E, fazendo assim, colheram uma grande quantidade de peixes” (Lucas 5. 5 e 6)



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