terça-feira, 3 de agosto de 2010

O vale da sombra da morte.


            Nesse último final de semana (dia 01/08/2010) eu tive uma experiência marcante e inédita em minha vida. Eu estava indo para a casa do meu pai após um estafante dia de serviço na rodoviária de Cassilândia MS, quando subitamente fui abordado por três elementos. Um deles me deu uma gravata e colocou uma faca em meu pescoço enquanto os outros remexiam em minha carteira e na minha pasta.
            Para o leitor de uma cidade grande o ocorrido pode ser enquadrado como um caso corriqueiro, porém, para quem mora em cidades do interior (e Cassilândia se enquadra nesse perfil) um caso de roubo à mão armada é assustador.
            Algumas sensações dessa rápida abordagem foram marcantes para mim. Evidente que a primeira sensação foi a de perceber o perigo de morte, não é nada agradável a sensação de uma lâmina em seu pescoço. Entretanto, me lembro que minha alma estava repleta de paz e sobriedade, eu olhava para aqueles jovens e percebia o quanto eles estavam nervosos. Percebi que se queria sair intacto daquela situação eu deveria me mostrar calmo e solícito.
            Graças a Deus funcionou! Eles fugiram somente com o dinheiro da minha carteira (o que é irrisório se comparado ao valor de minha vida).   Eu estava realmente surpreso pela paz que inundava minha alma, quando os vizinhos do local onde fui abordado vieram em meu socorro eu ainda tive que acalmar uma senhora e sua neta que estavam muito nervosas.
            Evidente que eu já agradecia ao Senhor pelo livramento, porém mais tarde quando eu parei para meditar no fato Deus me lembrou de alguns versículos:
            “E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo. Não se vendem dois passarinhos por um ceitil? E nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso Pai. E até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais, pois; mais valeis vós do que muitos passarinhos” (Mateus 10. 28 a 31).
            Antes de conhecer o Senhor Jesus eu possuía um medo medonho da morte, hoje creio que o Espírito Santo de Deus cumpriu em minha vida a promessa do Salmo 23.4 : “Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo”. Agradeço-te meu Deus!

            Agora uma surpresa aos meus amados leitores: Eu estou trabalhando em meu primeiro livro “Encontrando-se com o Salvador no vale”. Já há algum tempo eu queria publicar no blog a introdução dessa obra, e acho que esse é o momento ideal.
            Leiam agora a introdução de “Encontrando-se com o Salvador no vale”, peço oração a todos pela minha vida e por esse primeiro livro, se vocês gostarem indique esse blog aos seus amigos e comentem no final da postagem, Deus os abençoe em todos os seus caminhos.

           

Introdução

            Metáfora: Figura de linguagem caracterizada pelo uso de uma palavra fora de seu padrão literário, de forma figurada.
Fique tranqüilo caro leitor, você não abriu uma gramática!
Essa definição de metáfora é como os eruditos de nossa língua pátria explicam um fenômeno largamente difundido em nosso meio.
Você já percebeu como nós evangélicos usamos alguns termos bíblicos para nos expressar?  Veja alguns exemplos:
- Eu estou na benção! (ou seja, está tudo bem).
- Ele é crente de fogo! (fervoroso)
Através desse recurso os termos bíblicos passam a expressar nossos sentimentos e características. Mas não somente os bons momentos. Usamos termos como: moenda, dia mal, provação, para indicar momentos difíceis. E um dos termos mais usados nesse caso é:
- Estou no vale!
Quantas vezes você já disse e ouviu isso, não é verdade? Mas afinal, o que é um vale? Geograficamente é um terreno plano entre dois montes. Mas quando nós o usamos significa um momento de dor, angústia e desespero. Momento em que você se sente próximo de um fim trágico e não parece ter ninguém por perto para te ajudar.
Quer ver o exemplo de um personagem bíblico que usou essa metáfora?
“Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo..”.                              (Salmo 23. 4)
Este é o salmo pastoril de Davi, provavelmente composto quando ele ainda apascentava as ovelhas de seu pai. E ao usar a figura do pastor para representar o Senhor, Davi estava dizendo que assim como o pastor vela pela vida de seu rebanho, o Senhor guarda o seu povo.
Como pastor o jovem compositor sabia do que estava falando, ele era o responsável pelo bem estar de todo o rebanho. Guiar para as pastagens e riachos de água tranqüila, cuidar de suas feridas e livra-los dos predadores. Certo dia uma de suas ovelhas precisou dessa proteção.
A bíblia nos conta que um leão tomou uma das ovelhas de seu rebanho para devorá-la (1 Samuel 17. 34). Você pode imaginar o desespero desse pobre animalzinho? Talvez pensando em seu raciocínio animal que estava tudo perdido! Como ele ia se defender daquele ser tão cruel que tinha como único intento matar? Com certeza ela estava passando pelo seu vale da sombra da morte!
Todavia a ovelhinha não sabia que no meio daquela crise o seu pastor estava por perto! Davi lutou com o predador pela vida de sua ovelha e voltou vitorioso, com ela nos braços, para junto do rebanho.
Como era de costume os pastores passarem algumas noites no deserto com as suas ovelhas, nós podemos imaginar o jovem Davi sentado próximo a uma fogueira e meditando sobre os acontecimentos do dia. “Como eu pude derrotar aquele leão desarmado?” Nesse momento Davi compreende a grandeza do poder do Deus a quem ele servia, e então ele chegou à conclusão que “o Senhor me livrou das garras do leão” (1 Samuel 17. 37). E assim, o jovem pastor, admirado com a revelação desse aspecto divino antes oculto ao seu entendimento, pega a sua harpa e adora ao seu Pastor no deserto.
Davi passou pelo vale da sombra da morte por várias ocasiões, talvez a mais marcante tenha sido no dia do seu encontro com Golias.
Ele chegou ao campo de batalha e encontrou o exército de Israel acampado do lado de um vale denominado vale do carvalho. Do outro lado estava o exército dos filisteus e bem no meio um homem gigante! Que aos gritos desafiava e zombava do exército israelita. Nesse momento Davi ficou sabendo que os soldados de Israel, homens fortes e preparados para o combate, tais como Saul, Abner ou os seus irmãos mais velhos. Ficaram por quarenta dias escondidos, amedrontados com o desafio do campeão dos filisteus. Como ovelhas que não tem pastor.
 Nesse momento o pastor resolve enfrentar aquele gigante cujos gritos pareciam com rugidos de um feroz predador.
Semelhante à sua ovelha, Davi se viu diante do predador! Bom, na verdade, havia uma diferença significativa.
Davi sabia muito bem que o seu Pastor estava próximo!
Ele sabia que Deus não o abandonaria à mercê de um predador, não o deixaria só no vale da sombra da morte! E isso foi para ele garantia de vitória.
Nesse momento você deve estar se perguntando: Como eu posso ter essa certeza que Deus está comigo no meu vale? Veja o que o seu Pastor disse:
Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas. Mas o que é mercenário, e não pastor, de quem não são as ovelhas, vendo vir o lobo, deixa as ovelhas e foge; e o lobo as arrebata e dispersa. Ora, o mercenário foge porque é mercenário, e não se importa com as ovelhas. Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem”
(João 10. 11-14)
            Que maravilha termos um pastor que realmente se importa pelo nosso bem estar! E ainda que o nosso inimigo venha tentar roubar, matar e destruir; mesmo que andemos no vale da sombra da morte, Ele vem ao nosso encontro para nos defender!
     Esse é o objetivo desse livro, demonstrar que o Senhor Jesus não nos deixa só, não importa o vale em que você está passando.
     Venha então conferir as bênçãos que Deus tem para você no vale. Lembre-se das palavras do Senhor a Ezequiel:
“Levanta-te, e sai ao vale, e ali falarei contigo”
(Ezequiel 3. 22) 
 
   




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