quarta-feira, 27 de julho de 2011

As bem-aventuranças – Aqueles que têm fome e sede de justiça.

Confira todos os artigos da Série “As bem-aventuranças”: Introdução, Os pobres de espírito, Os que choram, Os mansos.

“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos” (Mateus 5. 6).

Você já chegou em casa com muita fome? Lembra-se da satisfação ao sentir de longe o cheiro de um feijão feito na hora? Aquele arroz branco e soltinho, batata frita e crocante, uma porção generosa de carne assada fatiada e uma salada para acompanhar. Que delícia não é mesmo?

Lembra-se também da sensação de alívio ao tomar um copo de água gelada em um dia de calor? Nenhum refrigerante seria tão delicioso naquele momento, certo?

“Fome e sede”, dois dos mais essenciais desejos de nossa natureza, e Jesus nos chama de felizes se tivermos fome e sede de justiça, por quê?


Por que eles são vitais! Você pode passar um período de 12 ou 24 horas sem desejar sexo, todavia, dificilmente você passaria esse período sem ao menos pensar em comer ou beber algo. Desnutrição e desidratação causam doenças e podem até levar a óbito.

Devemos desejar que a justiça de Deus se cumpra para que vivamos plenamente. E o que viria a ser essa “justiça de Deus”?

Antes, devo explicar que a justiça de Deus está longe de ser a buscada por alguns de meus queridos irmãos em Cristo. Uma justiça egocêntrica que afasta as pessoas, que coloca o cristão em “palcos para ser aplaudido” e ordena a Deus que “restitua o que é meu”, e que deseja ver os “inimigos envergonhados”. Isso não é a justiça de Deus.

A verdadeira justiça agrupa toda a humanidade no banco dos réus da santidade. Todos são julgados culpados de traição e condenados a pagar com a vida por seus pecados cometidos. Não há fianças ou alívio de pena para essa condenação, alguém tem que morrer para que a justiça seja feita. A justiça de Deus condenou a raça humana à morte. Então, como desejar essa justiça?

O Deus justo também é um Deus amoroso. Conhecendo a sentença da raça humana, Jesus se tornou homem e pagou o preço pelos pecados de todos nós. Ele se sacrificou para que os “que nele crêem não pereçam, mas tenham vida eterna”.  O “cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” nos justifica, basta somente que acreditemos em seu sacrifício. O Deus santo que condena o pecado nos proporcionou um escape e demonstra a superioridade de sua justiça:

“Mas, agora, se manifestou, sem a lei, a justiça de Deus, tendo o testemunho da Lei e dos Profetas, isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que crêem; porque não há diferença. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus” (Romanos 3. 21 a 26 / Grifo nosso).

Aquele que deseja profundamente essa justiça se identifica com o pecador, deseja reconciliar, busca restaurar, perdoa e pede perdão, não tem tempo para desejos mesquinhos, age com a mesma compaixão com a que foi alcançado! Isso é justiça! Busque a justiça de Deus, semeie no Reino e desfrute de uma vida farta proporcionada pela fé:

“Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé” (Romanos 1. 17).

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