quarta-feira, 6 de julho de 2011

As bem-aventuranças - Introdução.

“Assim diz o SENHOR: No tempo favorável, te ouvi e, no dia da salvação, te ajudei, e te guardarei, e te darei por concerto do povo, para restaurares a terra e lhe dares em herança as herdades assoladas; para dizeres aos presos: Saí; e aos que estão em trevas: Aparecei. Eles pastarão nos caminhos e, em todos os lugares altos, terão o seu pasto. Nunca terão fome nem sede, nem a calma nem o sol os afligirão, porque o que se compadece deles os guiará e os levará mansamente aos mananciais das águas. E farei de todos os meus montes um caminho; e as minhas veredas serão exaltadas. Eis que estes virão de longe, e eis que aqueles, do Norte e do Ocidente, e aqueles outros, da terra de Sinim. Exultai, ó céus, e alegra-te tu, terra, e vós, montes, estalai de júbilo, porque o SENHOR consolou o seu povo e dos seus aflitos se compadecerá.” (Isaias 49. 8 a 13).

Essa é uma passagem profética que mostra o messias como um arauto do Reino de Deus. O servo do Senhor estava destinado a libertar o seu povo dos seus pecados e ensiná-los a andar de forma agradável a Deus. Moisés, o legislador de Israel, já havia anunciado a supremacia da mensagem de Jesus (Deuteronômio 18. 18).


Nos dias do ministério terreno do Senhor Jesus qualquer comunidade com mais de dez famílias judaicas possuía uma sinagoga. Esse prédio era usado como escola no meio de semana e local de culto aos Sábados. Os principais das sinagogas eram homens responsáveis pela educação oferecida no lugar e por convidar mestres para ensinar. Jairo, aquele homem que teve a sua filha de doze anos ressuscitada por Jesus, é um exemplo de líder de sinagoga local (Marcos 5.22).

Jesus viajava por toda a Galiléia anunciando a mensagem de arrependimento e a chegada do Reino de Deus (Mateus 4. 17 e 23). Ele pregava nas sinagogas e grandes sinais e maravilhas confirmavam os seus ensinamentos.

Logo a sua fama se espalhou por várias regiões vizinhas. Pessoas da Galiléia, de Decápolis, de Jerusalém, de toda a Judéia e até estrangeiros queriam conhecer o rabi galileu. Eles queriam ouvir o mestre que possuía uma grande autoridade nas palavras, que curava enfermos e expulsava maus espíritos de pessoas cativas. 

As sinagogas já não comportavam as pessoas, já não havia espaço para todos os necessitados, o ministério de Jesus já atraia multidões por onde ele passasse. Como não havia estádios para grandes eventos evangelísticos, Jesus escolheu um monte para anunciar o seu maior sermão registrado nas escrituras.

O sermão do monte. Um verdadeiro guia prático para um cristianismo sadio, e uma afronta aos que vivem apenas uma aparência de piedade. A mensagem dos capítulos 5 a 7 do evangelho de Mateus conclama aos seus ouvintes e leitores a uma vida de obediência à vontade de Deus. O orgulho, a perversidade, os interesses mesquinhos, e tantos outros sentimentos facciosos são expostos e condenados pelo Senhor durante o sermão do monte.

Essa série de artigos do blog Sementes do Evangelho abordará as bem-aventuranças contidas nos versículos 3 a 15 do quinto capítulo do evangelho de Mateus, estudaremos cada uma dessas características expostas na introdução do sermão do monte. Aprendamos juntos com essas palavras do nosso Senhor Jesus.

“Quão suaves são sobre os montes os pés do que anuncia as boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia o bem, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina!” (Isaias 52. 7).

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