domingo, 17 de julho de 2011

As bem-aventuranças – Os mansos.

Confira todos os artigos da Série “As bem-aventuranças”: Introdução, Os pobres de espírito, Os que choram.

“Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra” (Mateus 5. 5).

A minha família está com um novo animal de estimação. Há algumas semanas a minha cunhada ganhou uma linda cadelinha chamada Lassie. Não demorou muito tempo para ela virar o xodó da casa. Entretanto, como todo filhotinho, a Lassie está vivendo os dias de adestramento.


Ela precisa aprender onde fazer as suas necessidades, não sair de sua casinha a noite, e principalmente a não sair roendo tudo que ela encontra pelo caminho. Nós sabemos que é uma necessidade física para o desenvolvimento da sua arcada dentária e lhe demos um mordedor. Mas basta ela encontrar um chinelo ou algum brinquedo do Samuel (meu sobrinho) para começar a roer.

Por mais que um chinelo pareça mais apetitoso do que um osso de pet shop, as regras da casa a impedem de sair deformando os calçados. Assim também acontece com os aspirantes ao Reino de Deus, por mais que alguns desejos pecaminosos o atraiam, ele resolve se adequar ao padrão do Reino eterno. A Lassie aprende conosco a se adaptar ao seu novo lar, o crente aprende com Jesus:

“Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma” (Mateus 11. 29 / Grifo nosso).

A mansidão, ensinada ao cristão, é a capacidade de ser submisso à vontade divina, mesmo quando ela é contrária aos desejos naturais.  Ela nos dá a capacidade de subjugar o “velho homem” cheio de maldades e malícias, e passarmos a viver como uma nova criatura em Cristo Jesus.

A mansidão proporciona o descanso para a nossa alma. Todos os conflitos existenciais gerados por um turbilhão de sentimentos, presentes na alma abatida e distantes de Deus, são resolvidos quando caminhamos com o nazareno. O cristão tem à sua disposição uma paz interior, que é um reflexo da paz com Deus. Busquemos a paz com Deus, através da confissão dos nossos pecados e do arrependimento das obras mortas, e descansemos nas promessas do manso Salvador.

O discípulo submisso aprende a servir ao próximo. À sua comunidade, aos seus amigos, aos fracos na fé em Cristo. A mansidão serve de combustível à chama do Espírito na vida da pessoa, a luz de Cristo propaga-se através de seu testemunho.

Busquemos a mansidão oriunda de Deus, lembrando que o nosso “velho homem” deve estar crucificado na cruz de Cristo. Se isto já é uma verdade em nossas vidas, estamos caminhando para Deus e livres do dia da ira do Senhor.

“Buscai o SENHOR, vós todos os mansos da terra, que pondes por obra o seu juízo; buscai a justiça, buscai a mansidão; porventura sereis escondidos no dia da ira do SENHOR” (Sofonias 2. 3).

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