domingo, 3 de julho de 2011

Protegendo e edificando a morada de Deus.

“Não me leve a mal, eu gosto da igreja, o culto é bonito, me emociono e me sinto bem melhor no final da reunião. Porém, eu gosto da liberdade que tenho para fazer tudo o que desejo, por isso não me sinto pronto para ser crente. Você me entende?”

Eu acredito que todo cristão disposto a evangelizar já ouviu algo parecido com o exemplo acima. Infelizmente muitas pessoas comparam o evangelho a uma prisão, onde a liberdade de ação é minada por carcereiros mal encarados e dispostos a punir todo e qualquer deslize.

Essas pessoas ainda não estão conscientes do fardo do pecado, ainda precisam de ajuda até enxergarem as algemas que lhes impedem o novo nascimento. È papel da igreja lidar com paciência com essas almas, até que eles entendam que a liberdade para o pecado é prejudicial para eles. Há algum tempo eu vivenciei algo que serve como ilustração nesse caso:


Eu moro com a minha mãe, e a porta da frente de nossa casinha é direta para a rua, sem muros ou portões. Certo dia a minha mãe quebrou a sua cópia da chave dessa porta e pegou a minha para fazer uma nova. Ela saiu às oito da manhã e não deveria ficar mais do que meia hora na rua, entretanto, o dia foi passando e nada da dona Olívia aparecer.

Eu fiquei preocupado, efetuei várias ligações telefônicas tentando encontrá-la, mas não obtive êxito. Eu me via sem recursos, precisava sair para procurá-la, mas como eu poderia ir? Não havia como trancar a porta da frente (já que a minha mãe estava com a única chave), se eu saísse o meu lar estaria à mercê de assaltantes. Nesse dia eu criei o conceito de “trancado com a porta aberta”.

Veja como é interessante essa situação, eu tinha liberdade para fazer o que quisesse, mas percebi que se saísse, a minha casa correria perigo. A bíblia nos ensina que devemos manter espírito, alma e corpo conservados do pecado (1 Tessalonicenses 5.23), e que o nosso corpo é templo e morada do Espírito Santo (1 Coríntios 3. 16 e 17; 6. 19). Se nós protegemos nossos lares com os mais modernos sistemas de segurança, quanto mais deveríamos nos esforçar para guardar a morada de Deus?

Na primeira carta aos coríntios, o apóstolo Paulo alertou sobre os pecados contra o nosso corpo e deixou uma mensagem libertadora: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma” (1 Coríntios 6.. 12). Em outras palavras: Posso fazer de tudo, mas prefiro fazer o que é agradável a Deus!

Eis a verdadeira liberdade, enquanto o pecado te escraviza com prazeres viciantes que proporcionam uma falsa sensação de controle, o Espírito Santo de Deus te dá o poder para dizer NÃO para o erro. “Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade” (2 Coríntios 3. 17).

Nesse momento você pode estar pensando: “Irmão Alexfábio, acabo de perceber que eu tenho deixado o templo de Deus à mercê do inimigo de minha alma, o que eu faço?” Simples, chame pelo Pai!

Naquela tarde eu liguei para o meu pai, pedi que ele fosse cuidar da minha casa até a minha mãe aparecer. Logo eu encontrei a minha mãezinha (que havia perdido a hora visitando alguns irmãos enfermos) e pude ir trabalhar sem medo.

Somente o Espírito Santo tem o poder de nos ajudar a guardar o nosso corpo em santidade. Ore, desenvolva uma relação mais íntima com o querido consolador, Ele vai te ajudar a renunciar ao pecado por amor a Deus. Assim a sua fé estará bem alicerçada e o templo de Deus bem erguido em sua vida!

“Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha. E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha” (Mateus 7. 24 e 25).

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