quinta-feira, 4 de agosto de 2011

As bem-aventuranças – Os misericordiosos.

Confira todos os artigos da Série “As bem-aventuranças”: Introdução, Os pobres de espírito, Os que choram, Os mansos, Aqueles que têm fome e sede de justiça.

“Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia” (Mateus 5. 7).

O bom e velho Aurélio define misericórdia como compaixão suscitada pela miséria alheia. O termo grego eleēmōn (traduzido para misericordioso) representa a compaixão ativa. O misericordioso se compadece do sofrimento alheio e age em favor desse necessitado.


A bíblia nos mostra momentos em que o Senhor Jesus foi movido por uma íntima compaixão pelos necessitados. Ao contemplar a multidão que buscava conhece-lo (Mateus 14. 14), durante o clamor do cego Bartimeu (Mateus 20. 34) e diante do sofrimento da viúva de Naim (Lucas 7. 13).

“Ah, mas para Jesus era fácil. Ele tinha poder para resolver definitivamente as necessidades dessas pessoas”.

A frase acima pode parecer de uma dureza de coração digna de um aerólito, no entanto existem muitas pessoas que pensam dessa forma. Elas esquecem que estes gestos citados acima estão muito longe dos maiores exemplos de misericórdia deixados por Jesus à sua igreja.

Durante a parábola do bom samaritano (Lucas 10. 30 a 35), o senhor Jesus mostra um homem que deixou de lado as barreiras sociais para socorrer um necessitado. Jesus fez o mesmo por todos nós, diminuiu a distância entre o homem caído e o Deus todo poderoso. Assim como os samaritanos eram desprezados pelos judeus, nós também viramos nossas costas para Deus. Porém, isso não impediu Jesus de curar nossas feridas, e nos levar até a estalagem chamada igreja do Deus Vivo. Hoje nós temos a mesma oportunidade de socorrer vidas “meio mortas” à beira do caminho.

O pai do filho pródigo sentiu toda a miséria do estado lastimável de seu caçula (Lucas 15. 20). Ele não deu nenhum sermão ou jogou na face do filho frases como “eu te avisei”. Ele resolveu acolher, perdoar, restaurar e festejar. Não há pessoas perdidas para Deus, não pode haver pessoas perdidas para a igreja.

Existe mais uma ocorrência de “íntima compaixão” na bíblia, essa é uma lição para aqueles que experimentam de uma grande misericórdia e não são capazes de repetir o gesto, confira em Mateus 18. 23 a 35.

Não existe cristianismo verdadeiro sem a misericórdia. Somos povo de Deus devido à misericórdia (1 Pedro 2. 10), temos nossos pecados perdoados pela misericórdia divina (Romanos 11. 32), a misericórdia nos impulsiona para a obra missionária (Judas 1. 23).

Sendo misericordiosos nós cumprimos com o nosso chamado para servir, somos agraciados com milagres nesta vida, e alcançamos a misericordiosa vida eterna com Deus:

“Conservai a vós mesmos na caridade de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna” (Judas 1. 21).

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