quarta-feira, 24 de agosto de 2011

As bem-aventuranças – Os perseguidos por causa da justiça.



“Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus; bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós” (Mateus 5. 10 a 12).

A igreja de Jesus conheceu o significado dessas palavras desde a sua origem no dia de pentecostes. Não levou muito tempo para os apóstolos serem presos e intimados a abandonar a pregação do evangelho do Cristo vivo.

Contudo, mesmo com a perseguição, o número de pessoas alcançadas pela mensagem crescia a cada dia. Chegou o momento em que a igreja necessitou de novos obreiros, para suprir as necessidades eclesiásticas, e Estêvão foi um dos escolhidos para o trabalho diaconal.

“E Estêvão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. E levantaram-se alguns que eram da sinagoga chamada dos Libertos, e dos cireneus, e dos alexandrinos, e dos que eram da Cilícia e da Ásia, e disputavam com Estêvão. E não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que falava. Então, subornaram uns homens para que dissessem: Ouvimos-lhe proferir palavras blasfemas contra Moisés e contra Deus” (Atos dos Apóstolos 6. 8 a 11).

Basta continuar lendo o relato de Atos para descobrir que Estêvão foi condenado à morte. Não somente por causa das calúnias, mas pela justiça de Deus em Cristo Jesus, considerada loucura e digna de morte pelos seus algozes.

O bom diácono cumpriu o seu curto ministério. Eu poderia dizer que diante da morte ele permaneceu fiel, mas a morte não apareceu, em seus últimos momentos ele via os céus abertos, lá estava o Deus todo poderoso e o Redentor esperando pela sua chegada! (Atos 7. 56).

Estêvão partiu para a eternidade perdoando os seus algozes (Atos 7. 59 e 60). Somente este testemunho já seria suficiente para demonstrar essa bem-aventurança, todavia, no cenário da morte do primeiro mártir está presente o pai da obra missionária.

Um homem chamado Saulo de Tarso estava presente no apedrejamento de Estêvão (Atos 7. 58), ele era a favor de tal ato (Atos 8. 1), e se tornou um dos maiores perseguidores do “caminho” (Atos 8.3 / 9. 1 e 2). Através dos insondáveis propósitos de Deus, o perseguidor se tornou perseguido. Saulo se tornou Paulo, o apóstolo dos gentios.

Eis um os maiores exemplos de ministério perseguido, basta um estudo superficial do livro dos Atos e das cartas paulinas para contemplar as injúrias sofridas por esse herói de Deus. Uma vida marcada por privações, calúnias, apedrejamentos, açoites, prisões, traições, e tantos outros flagelos, deveriam ter transformado Paulo em uma pessoa amargurada e tristonha certo?

Errado! Contemple algumas das belas lições do apóstolo acerca do sofrimento:

“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda consolação, que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados de Deus. Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também a nossa consolação sobeja por meio de Cristo” (2 Coríntios 1. 3 a 5).

“Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente” (2 Coríntios 4. 17).

“Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia: fomos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou” (Romanos 8. 35 a 37).

Bom, nesse momento eu acredito que se você tem sofrido algum tipo de retaliação devido à sua fé, nada mais precisa ser dito não é mesmo? No entanto, vou terminar esse artigo com as palavras de despedia do apóstolo Paulo:

“Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” (2 Timóteo 4. 7 e 8).

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