quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Contemplar não é o bastante, alcance a liberdade.


Eu estava aqui pensando sobre o que escrever nesse artigo quando algo chamou a minha atenção. Na janela próxima ao meu local de trabalho havia um pequeno inseto debatendo-se contra o vidro. Por alguns instantes eu fiquei observando a luta da criaturinha pela liberdade.

Eu não consegui identificar a qual espécie o bichinho pertencia devido à minha visão limitada de toupeirinha albina. Mas pude testemunhar o nosso amiguinho tentando alcançar aquele belo cenário do outro lado da janela. A cada tentativa uma “barreira invisível” o mantinha preso à prisão de concreto. Logo percebi que ele estava se cansando, e se nada acontecesse, a morte seria certa.

Nesse momento eu me apeguei ao pequeno guerreiro. A paisagem do outro lado da minha janela era tão desejável para ele que merecia todo aquele esforço, ou quem sabe ele havia decidido morrer tentando alcançar a liberdade do que viver enclausurado entre quatro paredes. 


Lembrei-me dos meus dias de “pancadas no vidro”. Dias em que buscava alcançar a felicidade e afastar os sentimentos depressivos que me assolavam. No entanto, muitas das minhas tentativas terminavam com o meu rosto amassado. E novamente eu me encontrava cativo no pequeno cubículo da depressão.

O difícil era ver pessoas felizes do outro lado do vidro. Por que eu não consigo? O que eu fiz para estar aqui dentro?

Hoje eu entendo que as formas e os lugares onde eu buscava alívio eram apenas reflexos da verdadeira felicidade, assim como o nosso amiguinho.

Resolvi ajuda-lo, tomando cuidado para não o afugentar de perto da janela, eu abri uma pequena fresta no vidro, proporcionando uma saída. Contudo, o bichinho continuava se debatendo contra o vidro, ignorando a minha ajuda.

Mais uma vez a minha mente viajou para outro tempo, agora eu estava ao lado do Senhor Jesus. Com lágrimas nos olhos o salvador contemplava Jerusalém e dizia:

“Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e não quiseste?” (Lucas 13. 34 / Grifo nosso).

Quantas vezes alguém falou comigo sobre Jesus nos tempos da depressão? E apesar de toda a angústia que me consumia como eu respondia à mensagem da salvação? Respondo, com zombarias e desprezo. Eu vivi muito tempo preferindo dar com o rosto no vidro do que aceitar a porta aberta pelo Senhor.

Ainda bem que a misericórdia do Senhor é grandiosa (Salmo 100. 5), naquela maravilhosa noite de minha conversão Ele ouviu a minha oração (Salmo 66. 20), e hoje desfruto da liberdade de Deus em minha alma. Hoje conheço o refúgio para os momentos de adversidade (Salmo 57. 1)

O nosso amiguinho também encontrou o seu caminho para uma vida melhor. Enquanto eu sinto a brisa fresca que entra pela janela aberta para libertá-lo, meus sentimentos estão voltados para as muitas pessoas que apenas contemplam, mas não abraçam a liberdade em Cristo. Eu oro para que esse artigo esteja te alcançando. Olhe para as sequelas e cicatrizes presentes em sua alma, elas são consequência da sua teimosia e da dureza do seu coração.

Eu não me incomodo se você ficar irritado comigo, há alguns anos eu também ficaria, mas tenha em sua mente que a única saída para o seu estado crítico é Jesus. Ele te aguarda com os braços abertos, aceite e seja livre, e isso pode ser HOJE!

“E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga e levantou-se para ler. E foi-lhe dado o livro do profeta Isaías; e, quando abriu o livro, achou o lugar em que estava escrito: O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração, a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor. E, cerrando o livro e tornando a dá-lo ao ministro, assentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele. Então, começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos” (Lucas 4. 16 a 21 / Grifo nosso).

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