domingo, 28 de agosto de 2011

Evite a guerra civil.

Eu sou um fã de histórias em quadrinhos. Aprendi com o meu pai a ler as histórias do Tex e do Fantasma, seus personagens favoritos. Com os tempos eu conheci os meus heróis: Supermam, Homem Aranha, e tantos outros personagens das editoras MARVEL e DC povoavam a minha imaginação infantil.

É evidente que já não consumo HQs como antigamente, mas recentemente eu li uma saga que gostei muito: Guerra Civil da MARVEL COMICS. Após um incidente envolvendo super-humanos, que resultou com a morte de mais de 600 civis, o governo dos EUA decide que todos os ”superseres” deveriam registrar-se. Isso gerou uma fissura na comunidade de heróis, duas frentes se formaram. A primeira a favor do registro, encabeçada por Tony Stark (Homem de Ferro) e Reed Richards (Senhor Fantástico). O grupo contrário ao registro era liderado por ninguém menos que Steve Rogers (Capitão América).

Para resumir a situação: Amigos e companheiros de tantas batalhas, que já haviam salvado o mundo inúmeras vezes em ações conjuntas, estavam travando uma guerra interna. Grupos foram desfeitos, famílias separadas, e heróis tombaram. Não entrar
ei em detalhes para não estragar a leitura de alguém que deseje comprar o encadernado.

O leitor que me conhece já está esperando a “ponte” para uma lição espiritual certo? Então, vejamos essas palavras do Senhor Jesus:


“Todo reino dividido contra si mesmo será assolado; e a casa dividida contra si mesma cairá” (Lucas 11. 17).

Jesus acabara de expulsar um demônio que atormentava a vida de uma pessoa. Os seus críticos logo o acusaram de expulsar demônios com autoridade satânica. Jesus lhes mostrou que Satanás não teria interesse em expulsar demônios, por que ele impediria ou atrapalharia a progressão dos seus intentos?

Fica aqui uma pequena lição para os pregadores que erradamente afirmam que “Satanás é desorganizado” ou que “os demônios lutam entre si”, não há nenhum registro bíblico que prove isso. Não nos enganemos, o único entendo do Diabo é matar, roubar e destruir. Ele sempre usa todos os seus recursos para disseminar essa destruição.

No entanto, esse texto não é sobre os vilões da história. Eu quero falar sobre a “guerra interna” entre os mocinhos. Muitos dos heróis da obra de ficção citada no início do artigo ficaram indecisos por muito tempo sobre “qual o lado certo para escolher”. A guerra não era maniqueísta, heróis contra vilões, pessoas que deveriam estar do mesmo lado lutavam entre si. Muitas páginas da HQ foram preenchidas com discursos filosóficos sobre heroísmo e qual lado estava com a “verdade”.

E, infelizmente, isso não é um retrato do que temos visto no meio evangélico ultimamente? A igreja de Cristo, que deve ser luz para esse mundo e baluarte da justiça divina, repleta de segmentos. Cada um querendo provar que são os donos da verdade: a verdadeira teologia, os verdadeiros costumes, a verdadeira liturgia, o verdadeiro louvor, a verdadeira unção, etc...

A verdade nessa disputa é mais cruel. Enquanto muitos membros do corpo de Cristo lutam entre si, o foco do evangelho é deixado de lado.

Por favor, não me entendam mal, eu sou o primeiro a me levantar contra aqueles que tentam enganar o nosso povo com um evangelho fraudulento e anti-bíblico. Nesse artigo eu falo de verdadeiros homens e mulheres chamados e vocacionados por Deus, mas que estão com as suas “armas” apontadas para o alvo errado. Pequenas diferenças têm sido maximizadas ao nível de “ofensas santas”.

Os filhos de Deus devem ser pacificadores (Mateus 5. 9). Há alguns anos eu aprendi a respeitar a diversidade de formas de glorificar a Deus (1 Coríntios 10. 31 e 32). Isso tem evitado conflitos desnecessários e tenho encontrado bons companheiros para o “front” do evangelho.

As divergências dentro da igreja local devem ser resolvidas, as diferenças denominacionais devem ser respeitadas, precisamos arrancar de nosso meio as atitudes e interesses mesquinhos. Só assim a nossa casa não se dividirá, a família da fé permanecerá unida, heróis não tombarão. 

A nossa batalha não deve ser para decidir quem está com a verdade, ela está com Deus e na sua palavra.  O nosso verdadeiro confronto é a batalha diária pela santificação, e buscar alcançar aqueles que ainda estão envoltos pelas trevas do pecado.

“Porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Efésios 6. 12).

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