domingo, 14 de agosto de 2011

Um mergulho para o resgate.

“Esta é uma palavra fiel e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores” (1 Timóteo 1. 15a). O Senhor Jesus veio ao mundo para executar o plano perfeito para a salvação da raça humana. Nele estamos livres da condenação eterna e passamos a ter uma nova vida com Deus.

A mensagem do arrependimento dos pecados é apregoada desde a efusão do Espírito Santo à igreja primitiva, mesmo assim, muitas pessoas ainda são relutantes diante de algumas conversões. Existem algumas “classes de pessoas” que sempre causam polêmicas ao passarem por uma verdadeira transformação pelo evangelho. Criminosos de alto risco, dependentes químicos, pessoas que viviam na prostituição, são alguns exemplos de indivíduos que pertencem a essas “classes”. Algumas pessoas tendem a pensar que os pecados dessas “classes” são mais sujos.


Que engano!

Pessoas que pensam dessa forma tendem a minimizar os seus próprios pecados e o amor de Deus. TODOS, sem exceção, vivíamos num estado tão miserável e asqueroso, causado pelos nossos pecados, que o salmista tipificou como um poço de lama (Salmo 40. 2). Da mesma forma que Jesus enfiou a sua mão na lama para resgatar o mais vil criminoso, Ele as sujou para me resgatar por ter colado na segunda série com uma tabuada aberta na carteia (única vez que colei, e ainda fui pego). Eu gosto de contar um fato que ocorreu comigo para exemplificar o amor de Deus pelos perdidos:

Esta garotinha linda no balanço é a moça que eu tenho o orgulho de chamar de “minha menina”. Nessa época a Bianca, minha irmã caçula, tinha seis anos de idade. Essa foto foi tirada durante uma visita de minha tia Selma que mora no Rio de janeiro. Além de Cassilândia ela conheceu Itajá, cidade goiana onde morávamos na época.

Perto de nossa casa havia um rio que possuía um bom lugar para banho e recreação, numa tarde muito quente, resolvemos nos refrescar nesse local. Nesse dia eu sofri um grande susto e ganhei uma boa história para as reuniões familiares.

Nós estávamos em uma “prainha” no leito do rio. Nessa área as águas do rio eram rasas e calmas, propícias para as brincadeiras da pequena Bianca na areia. No entanto, eu estava em busca de maiores desafios. No outro lado do rio havia um barranco usado para mergulhos na parte mais funda. Disposto a dar um salto lá de cima eu falei para a Bia não sair da “prainha” até que eu voltasse.

Atravessei o rio de costas para observá-la, e ela permanecia no mesmo lugar.

Antes de começar a escalar o barranco olhei para ela, e ela permanecia imóvel.

No meio da subida eu olhei de novo, lá estava a loirinha com aquele olhar de “meu irmão é o máximo”.

 Chegando ao topo do barranco eu olhei, e lá estava a pequena.

Resolvi então tomar distância para o meu salto. Foram uns cinco passos e menos de dez segundos, enquanto corria para saltar...

Lá estava a Bianca se debatendo na parte mais funda do rio!

Por instinto eu saltei na direção da minha galeguinha, resgatando a Bianca e a levando para a “prainha”. Após o susto eu pensei em chamar a sua atenção, dar uma bronca por ela ter sido tão teimosa e desobediente. Mas quando eu olhei para ela, e vi os seus olhinhos assustados, só consegui lhe dar e abraço até ela acalmar-se.

Jesus fez algo semelhante, em uma escala muito maior, por todos nós. Lá do Céu Ele nos contemplou submersos no pecado e fadados a perecer. Ele veio, projetou-se em nossa direção. Para salvar, levar para um lugar seguro e nos amparar com um tenro abraço.

Ele veio em resgate da minha alma, da sua alma, da alma do maior criminoso/assassino/prostituto/qualquer outro adjetivo depreciativo que você conheça. Para Deus não há diferenças, tudo que Ele viu foi seus filhos amados correndo risco de morte.

Eu morreria para salvar a Bianca naquele dia, tudo deu certo e esse momento virou uma história engraçada. Jesus morreu na cruz para salvar a humanidade, e Ele ressuscitou para nos ceder a eternidade em sua companhia.

“Porque o Filho do Homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” (Mateus 10. 45 / Grifo nosso).

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