domingo, 11 de setembro de 2011

Queda das torres e a brevidade da vida.

Se você está lendo esse artigo no dia de sua publicação (11/09/2011), há exatamente dez anos os Estados Unidos da América sofreram o maior ato de terrorismo da história. Nesse dia a humanidade assistiu via satélite os atentados contra as torres do World Trade Center.

Sabemos que havia outros aviões sequestrados e outros alvos na mira dos terroristas, no entanto, as imagens das torres desmoronando diante dos olhos do mundo, ficaram marcadas nessa geração.


Eu estava nessa mesma sala da minha casa, quando todos os canais de TV substituíram os seus programas matinais pelas imagens de Nova York. Lembro-me de ter ficado atônito com o caos e das lágrimas ao ver as torres desabarem. Quantas vidas perdidas!

Mais tarde, quando tomava um tereré com os amigos, o assunto da conversa era o mesmo de todo o globo. Estávamos surpresos ao ver a nação que sempre ostentava um sistema de defesa fenomenal receber um golpe tão poderoso. E no meio de dezenas de argumentos, embasados ou nem tanto, uma frase de um amigo chamado Max chamou a minha atenção:

- No final, os milhões de Dólares gastos em tecnologia e todo o conhecimento dos EUA para a guerra não os protegeram daqueles homens dispostos a matar.

Como somos frágeis! Essa foi a minha conclusão naquela noite. Nos dias seguintes a TV mostrava que outros haviam chegado ao mesmo veredito. Reportagens mostravam que o “Tio Sam” já não passava segurança para aquelas pessoas, e que muitos estadunidenses resolveram procurar auxílio em Deus naqueles dias de crise e luto. Ainda faltavam alguns meses para o meu encontro com Jesus, mas eu pude entender a “lógica” por trás dessa busca.

Eles descobriram que não eram invulneráveis. Eles perceberam que são semelhantes a qualquer vítima da violência e de atos de guerra. Eles reconheceram a fragilidade e a brevidade da vida humana.

Nos dias de Jesus houve outro acidente fatal com uma torre. Durante uma obra no bairro de Siloé, situado em Jerusalém, uma torre caiu sobre os homens que a edificavam, causando dezoito mortes (Lucas 13. 4 e 5). Muitos começaram a concluir que essas pessoas poderiam ser pecadores, e que eles haviam sido castigados por Deus.

Ao comentar o caso, o Senhor Jesus logo dissipou os pensamentos elitistas. Todas as vidas podem ser dissipadas subitamente, o importante é como nos apresentaremos diante do Autor da vida.

A bíblia nos ensina que a nossa vida terrena é muito curta (Salmo 78. 39 / Jó 7. 7). Toda a nossa história de vida, que encheria várias páginas de uma biografia, é como um conto ligeiro para Deus (Salmo 90. 9). No Salmo 103 somos comparados a lindas flores do campo que, apesar de toda a beleza, são levadas facilmente pelo vento da existência.

Entre as vítimas da torre de Siloé e dos prédios do Word Trade Center havia todo o tipo de pessoas, seres humanos como eu e você, que encontraram o final dessa vida de forma trágica. Eu não acredito que os trabalhadores de Jerusalém foram castigados por serem pecadores, também não creio que os Estados Unidos foram punidos por abandonarem a Deus. Muitas pessoas vacilam na fé diante de catástrofes tentando “entender” as razões de Deus nesses atos, já que Ele tem o domínio sobre tudo o que acontece.

Faça um favor a você mesmo, não tente deduzir as razões do Senhor. Se nós fossemos capazes de entender os desígnios divinos, seríamos todos deuses. Deixe as tarefas divinas com quem entende do assunto e se preocupe com as humanas.

O quê você tem feito com o breve tempo de vida que Deus te proporciona?

A vida é curta e fatalidades acontecem!

Será que não está na hora de arrumar a sua vida espiritual? Ou, quem sabe, de pedir desculpas a alguém que você ofendeu? Você tem dedicado tempo à sua família, amigos e outros entes queridos? O que você tem feito para divulgar o reino de Deus?

Quer um conselho de amigo? Viva plenamente, hoje, AGORA!

Jesus nos proporciona tudo para termos uma VIDA abundante (João 10. 10). Ele perdoou nossos pecados, nos deu uma nova maneira de viver, nos enviou o Espírito Santo, e está conosco todos os dias. E, quando chegar o dia de cruzarmos a fronteira da morte, temos Nele a viva esperança de vida eterna (1 Pedro 1. 3 / 1 João 5. 12 e 13.

“Faze-me conhecer, SENHOR, o meu fim, e a medida dos meus dias qual é, para que eu sinta quanto sou frágil. Eis que fizeste os meus dias como a palmos; o tempo da minha vida é como nada diante de ti; na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é totalmente vaidade. Na verdade, todo homem anda como uma sombra; na verdade, em vão se inquietam; amontoam riquezas e não sabem quem as levará. Agora, pois, Senhor, que espero eu? A minha esperança está em ti” (Salmo 39. 4 a 7 / Grifo nosso).

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