terça-feira, 1 de novembro de 2011

Alguns mortos pelos quais devemos orar.

Muitas religiões do mundo possuem cerimônias em reverências aos mortos. Desde o xintoísmo oriental, passando pelas tradições tribais na África, também os povos pré-colombianos da América e as religiões dos povos europeus agregados ao império romano.

A inclusão do Dia de Finados ao calendário cristão está ligada a costumes celtas e à doutrina do purgatório. Essa doutrina romanista ensina que alguns mortos estão em um local intermediário entre o céu e o inferno, chamado de purgatório. Local onde alguns dos seus pecados terrenos estão sendo cobrados, visando a purificação da alma para o céu. Segundo a mesma doutrina, orações e liturgias em nome dessas almas aliviam esse tempo.


O dia de Finados só começou a existir a partir do ano 998 DC. Foi introduzido por Santo Odilon, ou Odílio, abade do mosteiro beneditino de Cluny na França. Ele determinou que os monges rezassem por todos os mortos, conhecidos e desconhecidos, religiosos ou leigos, de todos os lugares e de todos os tempos. Quatro séculos depois, o Papa, em Roma, na Itália, adotou o dia 2 de novembro como o dia de Finados, ou dia dos mortos, para a Igreja Católica.

Pessoalmente, não vejo nenhum mal em se visitar cemitérios, limpar e enfeitar os túmulos de entes queridos dos quais temos saudades. Agora, quanto às orações aos mortos, já é outra conversa.

A doutrina do purgatório é totalmente contrária aos ensinamentos bíblicos. No livro de Hebreus (9.27) se lê que após a morte segue-se o juízo. O destino eterno daqueles que falecem está nas mãos de Deus e sujeito ao seu julgamento perfeito e justo.

Não há nada que possamos fazer por esses mortos. Porém, nesse artigo eu pretendo indicar alguns “mortos” que realmente necessitam de nossas orações. Defuntos que carecem de ajuda e mãos estendida.

Mortos em ofensas e pecados:

“Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida” (João 5. 24 / Grifo nosso).

“Aquele que crê no Filho tem a vida eterna, mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece” (João 3. 36 / Grifo nosso).

“E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados” (Efésios 2. 1 / Grifo nosso).

Recentemente alcançamos a marca impressionante de sete bilhões de seres humanos no planeta. Dentre todos esses, existem quatro bilhões de pessoas que NUNCA ouviram as boas novas do evangelho. Pessoas que embora vivam fisicamente, estão mortas espiritualmente.

Pelas ruas de nossas cidades, em nossos trabalhos ou escolas, em toda parte encontramos pessoas mortas em ofensas e pecados. Defuntos que precisam conhecer o filho de Deus, o Dono da Vida! Dedique tempo a essas pessoas, ore por elas e com elas, seja instrumento de Deus para que eles possam viver a vida abundante de Jesus!

Filhos declarados mortos:

“Porque este meu filho estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado. E começaram a alegrar-se” (Lucas 15. 24 / Grifo nosso).

Você já deve ter visto algum caso de jovens desaparecidos e que foram considerados mortos, mas que seus pais persistiram procurando, acabando por encontrar o seu filho perdido. Existem muitos “declarados mortos” no âmbito da espiritualidade. São pessoas que abandonaram a fé, ou que foram deixados de lado pelos companheiros de caminhada por algum problema.

  Não é nosso papel condená-los por se envolverem com o vício do pecado, muito menos confiar nos decretos fúnebres nessas vidas. Somos conhecidos por viver pela fé, e essa fé em Deus nos ensina a sentir saudades dessas ovelhas desgarradas e nos impulsiona a buscar essas pessoas tão preciosas.

Igrejas zumbis:

“E ao anjo da igreja que está em Sardes escreve: Isto diz o que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas: Eu sei as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto” (Apocalipse 3. 1 / Grifo nosso).

Zumbis são mortos-vivos comuns no cinema, literatura, games e quadrinhos. Eles caminham como se estivessem vivos, mas são apena criaturas guiadas pelo desejo primitivo de se alimentar.

O pastor da igreja de Sardes havia se tornado um morto-vivo devido à sua falta de vigilância. E muitos estavam se contaminando através do seu exemplo.

Infelizmente muitas comunidades eclesiásticas estão zumbificadas. Elas parecem vivas, mas na verdade é só um amontoado de mortos alimentando seus egos.  Guiadas por obreiros fraudulentos e se alimentando de gororoba humana.

É nosso dever orar por esses nossos “irmãozinhos zumbis”, para que eles deixem os modismos e passem a viver através do pão vivo que desceu do céu: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer desse pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo” (João 6. 51).

Conclusão:

Espero que Deus nos ajude a estender as nossas mãos para os “mortos” ilustrados nesse artigo. Pessoas que, através de um simples gesto de amor cristão, possam passar da morte para a vida!

“Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo, nosso Senhor” (Romanos 5. 21).

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