quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Coroados segundo a vontade de Deus.

A figura do rapaz diante do rei, candidatando-se a ser herói de Israel, surpreendeu a Saul. O monarca já havia visto o jovem Davi dedilhar a sua harpa em um concerto exclusivo no seu palácio, todavia, agora o garoto estava afirmando ser capaz de enfrentar o guerreiro mais temido pelo povo hebreu.

- “Contra este filisteu não poderás ir para pelejar com ele; pois tu ainda és moço, e ele, homem de guerra desde a sua mocidade” (1 Samuel 17. 33).

Davi precisou contar ao rei sobre as suas batalhas pelas vidas das ovelhas colocadas aos seus cuidados. Um leão e um urso haviam encontrado o seu fim ao tentar fazer um lanchinho com das ovelhinhas de Davi.

“Disse mais Davi: O SENHOR me livrou da mão do leão e da do urso; ele me livrará da mão deste filisteu. Então, disse Saul a Davi: Vai-te embora, e o SENHOR seja contigo” (1 Samuel 17. 37).

Já que o garoto iria representar Israel, Saul resolveu equipar o filho de Jessé com o que havia de melhor em trajes bélicos.


 “E Saul vestiu a Davi das suas vestes, e pôs-lhe sobre a cabeça um capacete de bronze, e o vestiu de uma couraça. E Davi cingiu a espada sobre as suas vestes e começou a andar” (1 Samuel 17. 38 e 39).

No entanto, a falta de experiência com aquela parafernália causou estranheza ao jovem pastor belemita. Tanto que o garoto resolveu deixar a bela e adomada vestimenta de guerra para trás.

- “Não posso andar com isso” (1 Samuel 17. 39).

Não é preciso ser um perito em equipamentos de batalhas, ou um mero rpgista aposentado (assim como eu), para supor que a armadura de Saul era uma defesa bem melhor do que a roupinha de pastor usada por Davi. No entanto, não demorou muito para que o futuro rei de Israel provasse que havia feito as escolhas certas.

Por mais caros e eficazes que fossem os equipamentos de Saul, eles se mostraram impróprios para o propósito de Deus naquele dia. Bastaram a fé e a confiança de Davi para que a guerra virasse em favor de Israel.

Por muitas vezes, a vontade de Deus está além de nossa zona de conforto. Assim como Davi, devemos refletir sobre o que está atrapalhando a nossa caminhada cristã. Criamos tantas “coisas indispensáveis” que acabamos sobrecarregados.

Abramos mão da armadura de desviado. Deixemos de nos esconder nas tendas de nossos temores e partamos para o combate da fé. Combatamos os gigantes com a mesma ousadia e confiança de Davi.

Lembremo-nos do exemplo do Rei dos reis. Ele teve que retirar-se do meio de uma multidão que desejava fazê-lo rei (João 6. 15), ao chegar em Jerusalém as pessoas o trataram como rei (Lucas 19. 38), e até mesmo Satanás lhe ofereceu os reinos da terra (Lucas 4. 5 a 7).

Todavia, Jesus sabia que por mais atraentes que fossem essas ofertas de tronos e coroas, elas não eram o objetivo de seu ministério. A missão terrena do messias não envolvia coroas de ouro, pelo contrário, levaria a uma coroa de espinhos cravada em seu crânio. No entanto, esse sacrifício lhe proporcionou um reinado que nunca terá fim.

Davi e Jesus escolheram o caminho da vontade de Deus, ele sempre parece mais longo e doloroso, mas termina com a coroação do persistente. Renovemos a nossa mente, para compreendermos a vontade de Deus (Romanos 12.2), e podermos abandonar a bagagem que nos atrasa ou tenta nos desviar do caminho.

“Porque melhor é que padeçais fazendo o bem (se a vontade de Deus assim o quer) do que fazendo o mal” (1 Pedro 3. 17).

“Para que, no tempo que vos resta na carne, não vivais mais segundo as concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de Deus” (1 Pedro 4. 2).

“E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1 João 2. 17).

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