terça-feira, 29 de novembro de 2011

Examine-se, pois, o homem a si mesmo.

 Por Daniel Dourado.

Nesta semana eu quero tratar de um assunto um pouco complicado de ser falado, por que é algo que nasceu de uma introspectiva minha, e que me fez tomar um susto comigo mesmo. Espero sinceramente que esse texto ajude aos irmãos que o lerem, a como diz o titulo: examinar-se a si mesmo, sobre a sua postura em relação às atitudes que, vez ou outra,  tomamos dentro da Igreja.

O que eu quero tratar nesse texto é o risco de tornarmos juízes de nossos irmãos, atitude de fariseu na verdade. Quando lemos a Bíblia Sagrada em Lucas 18.  9 a 14, a parábola do fariseu e do publicano, vemos algumas atitudes farisaicas.


Se considera superior –  “porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano” (Lucas 18. 11 / Grifo nosso). Quantas vezes, por pensarmos que temos algo diferente de Deus para nossas vidas, acabamos procedendo dessa maneira. Às vezes olhamos para o irmão que tem dificuldade na fé e falamos: “eu não sou assim”, “eu não faço isso”, “imagina como ele pode estar fazendo isso e ainda cantando ou pregando”, etc.

O que eu estou querendo dizer, é que nós nos temos feito juízes de nossos irmãos, quando na verdade somos iguais: “Porque Deus encerrou a todos debaixo da desobediência, para com todos usar de misericórdia” (Romanos 11. 32). Perante Deus todo homem é uma criatura cheia virtudes e falhas, ás vezes em alguma área conseguimos nos refrear, e por isso nos sentimos no direito de apontar o dedo para nossos irmãos.

O problema foi verificado, vejamos se tem solução. A maioria das pessoas tem conhecimento de que julgar os outros é errado, mas não fazem nada para melhorar nessa área, por quê? A resposta é simples, pelo seguinte, nós sabemos que é errado, mas não queremos reconhecer que também procedemos dessa maneira, por que se reconhecermos temos que mudar. E convenhamos que é muito mas fácil apontar o dedo para os outros do que olharmos para nós mesmos, é muito mas fácil choramingar, “eu sou perseguido”, “todo mundo esta contra mim”, do que levantar a cabeça e se propor uma auto análise de atitudes. É isso que o Senhor Jesus nos propõe no versículo a seguir: “E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão” (Mateus 7. 3 a 5 / Grifo nosso).

A autoanálise é a primeira medida contra essa síndrome de Juiz, a segunda medida, trata-se de desenvolver a compaixão por nossos irmãos. Vejamos o exemplo do profeta Daniel quando ele propõe-se a orar pelo povo. Ele havia compreendido pelos livros do profeta Jeremias que os anos do cativeiro de Israel estava terminando e ele, Daniel, não via qualquer impedimento para a volta do povo a Jerusalém. Daniel, de quem o próprio Deus dá testemunho (Ezequiel 14. 14 a 20), se coloca em igualdade com seu povo e afirma: “Pecamos, e cometemos iniquidades, e procedemos impiamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos E não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em teu nome falaram aos nossos reis, aos nossos príncipes, e a nossos pais, como também a todo o povo da terra”. (Daniel 9. 5 e 6  / Grifo nosso).

Vemos nisso um exemplo de devoção, sinceridade, compaixão e amor. O profeta não se engrandece, mas se humilha, para que a glória seja de Deus e não do homem. Assim que devemos proceder queridos irmãos, não é algo fácil a ser feito, mas se agirmos pelo Espirito Santo de Deus, cumpre-se o que diz em Gálatas 5. 22 e 23 “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei”.

Na fé e em Cristo.

Daniel Dourado é diácono da Assembleia de Deus em São José do Rio Preto e engenheiro agrônomo.
e-mail: agronomo_dourado@hotmail.com
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2 comentários:

Anônimo disse...

Concordo sobre, "A autoanálise é a primeira medida contra essa síndrome de Juiz", porque fácil é culpar a pessoa que está sendo exposta em determinada situação, agora Refletir e saber encontrar sobre seus erros é muito difícil. Culpar é muito mais fácil. E é assim que perdemos pessoas especiais. Que o Senhor venha abrir nossos olhos para que tenhamos essa virtude de enxergar nós mesmos.E ensina-nos Senhor a lidar com os dedos estendidos em nossa direção!

Anônimo disse...

Amém

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