sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O segredo da verdadeira prosperidade.

Por Eli Barbosa
“Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido. Os ímpios não são assim; são, porém, como a palha que o vento dispersa. Por isso, os perversos não prevalecerão no juízo, nem os pecadores, na congregação dos justos. Pois o SENHOR conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá” (Salmo 1.1 a 6).

No final do versículo três deste Salmo, encontramos a seguinte frase: “Tudo quanto fizer prosperará”. Esta frase está se referindo ao homem justo. Na verdade, este lindo Salmo, que é a porta de entrada para este livro de louvor e adoração a Deus, fala do contraste entre o homem fiel a Deus e o ímpio de coração. Neste ponto, convém fazer uma indagação: Quem não gostaria que tal frase fosse aplicável à sua vida? Quem não gostaria que tudo quanto fizesse fosse bem sucedido? Quem não gostaria de ter êxito na vida? Creio que todos nós queremos ter tais bênçãos. Pois então, este Salmo nos mostra o caminho para que esta frase (Tudo quanto fizer prosperará) se torne uma realidade em nossas vidas. O verso primeiro nos ensina o que não devemos fazer se quisermos nos tornar pessoas bem sucedidas: “Bem-aventurado (Feliz) o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores”. Note como o caminho do pecado sempre vai piorando, vai de mal a pior. O salmista usa três verbos que nos mostram claramente como um abismo chama outro abismo, veja: ANDA, SE DETÉM, SE ASSENTA. Este é o caminho dos que desagradam a Deus, eles começam andando no conselho dos ímpios, daqui a pouco não só estão andando, mas já estão se detendo no caminho dos pecadores, e como se isso não bastasse, logo estão já “confortavelmente” assentados na roda dos escarnecedores. O Salmista aqui nos diz que se quisermos ser aquela pessoa que tudo quanto faz é bem sucedido, então este não deve ser o nosso procedimento. Já no verso dois, nos é ensinado qual deve ser o nosso procedimento. “Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite”. Se não devemos andar, se deter e nos assentar junto com os pecadores (isso não significa que não devemos conviver com estas pessoas, devemos conviver com elas sem sermos influenciados pelas suas práticas e procurando influenciá-las para o bem), em contrapartida, devemos nos debruçar com profundo prazer diante da lei do Senhor, a Sua Palavra. A nossa alegria, o nosso contentamento, o nosso prazer deve ser o de ler a Palavra do Senhor, mas não somente ler, mais que isso, meditar com profundidade nas Escrituras, mergulhar em suas profundas águas e descobrir os tesouros e os ensinamentos para uma vida próspera e bem sucedida, e isto não raramente, mas de dia e de noite, diz a Palavra de Deus.

Além do salmista dizer que este tipo de pessoa será bem sucedida e próspera em tudo quanto fizer, no verso três, ele nos traz uma ilustração que nos dá um vislumbre da intensidade da benção divina sobre tal pessoa. Ele nos diz que tal indivíduo “será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto da estação própria, e cujas folhas não caem”. O salmista nos traz uma imagem de uma árvore cheia de vitalidade, que não está plantada em qualquer tipo de solo, terreno seco e árido, mas plantada junto a um solo úmido, banhado por ribeiros de águas, que provê alimento para suas raízes. Mas não somente isso, tal árvore não é infrutífera, mas dá o seu fruto na estação própria, e longe de ter tronco, galhos e folhas enfraquecidas, é firme, saudável e suas folhas não caem. Esta é a imagem daquele que não anda, nem se detém, nem se assenta no caminho dos pecadores, mas que ao contrário disso tem o seu prazer na lei do Senhor.

Se o justo é comparado a tal árvore frutífera, que tem raízes sólidas e profundas, os ímpios, diz o Salmo, “são como a moinha (a palha) que o vento dispersa”. Que diferença entre uma árvore saudável e bem plantada e a palha seca e facilmente lançada ao espaço por qualquer vento, por mais fraco que seja. Esta também é a diferença entre os justos e os ímpios, entre aqueles que servem a Deus fielmente e aqueles que não o servem, entre aqueles que praticam a Sua Palavra e aqueles que não a praticam. Que todos nós possamos colocar tais ensinamentos em prática nas nossas vidas, e possamos ser comparáveis a tal árvore, e mais que isso, que possamos ser aquelas pessoas que “tudo quanto fizer prosperará” (Salmo 1. 3). Deus nos abençoe!

Presbítero Eli Barbosa
Assembleia de Deus de Vilhena RO
e-mail: elicassilandia@hotmail.com


1 comentários:

Dudu H. C. Barbosa disse...

Maravilhoso. Bem objetivo, e o fundamento correto.

Em curtas palavras, vc deixou claro que queremos que as coisas boas nos aconteçam, sem nos importar com os (conselhos de Deus).

Outro enfoque bom, seria o da lei da semeadura. É a metáfora mais simples e lógica que Cristo prega sobre prosperidade e ruína.

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