sexta-feira, 30 de março de 2012

Cristo, nossa páscoa. – Parte um: Uma fornalha de pães sem fermento.

Por Alexfábio Custódio.

“Não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa? Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós. Pelo que façamos festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os asmos da sinceridade e da verdade” (1 Coríntios 5. 6 a 8).

A igreja de Cristo em Corinto era fruto das obras missionárias do apóstolo Paulo, ele dedicou muito tempo no fundamento e no crescimento espiritual desses novos crentes. Isso resultou em uma igreja poderosa e repleta dos dons espirituais. Contudo, a membresia dessa comunidade eclesiástica logo cedeu lugar ao orgulho e ao mundanismo.

Dissensões e pecados capazes de escandalizar até pessoas descompromissadas com o evangelho estavam acontecendo livremente na igreja Coríntia. Paulo escreveu então essa carta para mostrar como eles estavam com o coração endurecido pela maldade e malícia.

Paulo usa um ditado popular da época para exemplificar o que estava acontecendo àquela igreja orgulhosa. Todos sabem que basta errar a quantidade do fermento no bolo, ou usar fermento de baixa qualidade, para o bolo ficar duro e poroso!

O próprio Senhor Jesus avisou acerca do perigo do fermento dos fariseus (Mateus 16. 6 a 12), que significava um sistema religioso de aparência, ostentação e vanglória terrena. Algo muito distante da vida de piedade, misericórdia e paz esperada de alguém que serve ao Senhor.

O fermento velho das dissensões estava tornando a igreja rude e insensível à vontade perfeita de Deus, que é baseada em Seu amor. Este fermento podre estava tornando aqueles crentes porosos, incapazes de atrair pessoas ao caminho da salvação. A igreja era grande, bonita, famosa, porém, insípida e indigesta!

Domingo que vem (dia 08 de Abril de 2012), é o dia em que os cristãos de todo o mundo relembram e celebram a ressurreição do Senhor Jesus Cristo! O cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo (João 1. 29), e que foi oferecido como expiação dos pecados de todos aqueles que aceitarem tal sacrifício (João 3. 16).

Cristo é a nossa páscoa, e o texto que inicia esse artigo nos desafia a que possamos fazer uma festa com os pães asmos da sinceridade e da verdade. Ou seja, limparmos a nossa vida do inchaço do fermento velho, e, que através de uma autoanálise de consciência (1 Coríntios 11. 28), possamos nos tornar uma igreja menos orgulhosa e mais consciente de nossa responsabilidade com o Cordeiro.

Nessa série de artigos eu gostaria de terminar as minhas palavras com uma oração, e, se você concordar com as palavras que esse amigo compartilha nessas linhas, ore você também.

“Senhor nosso Deus, pedimos perdão se a presunção ou o orgulho nos fizeram imaginar ser dignos de honra ou reverência entre o seu povo. Senhor, não permita que almejemos conquistas terrenas, que nos afastam de Sua soberana vontade. Ajuda-nos a não nos conformar com os nossos erros, e nem usarmos a sua graça como desculpa para os mesmos. Ensina-nos a sermos arautos da sua justiça e, assim, cumprir a vocação de sal da terra e luz para esse mundo em trevas. Assim oramos bom Deus, em nome de seu Santo Filho Jesus!”
 
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