domingo, 11 de março de 2012

Eu sou feio!

Por Alexfábio Custódio.

Eu sei o que vocês estão pensando: “Como o Alexfábio pode fazer uma afirmação tão errada? É até pecado um camarada lindo como ele afirmar isso!” (Vocês são gentis, estou ruborizado).

Calma, eu vou explicar. Não estou falando do Alexfábio físico, o albino de olhos azuis, e sim de outro “eu”. Estou mencionando um cidadão pouco conhecido, até por minha família ou amigos íntimos.


Não adianta você tentar vê-lo, ele está sempre escondido quando estou ministrando a Escola Dominical ou pregando a palavra, ele não se revela quando estou dialogando com os irmãos após os cultos, mesmo na rodoviária ou em momentos de lazer com amigos, ele é muito discreto e craque em se ocultar.

Mas ele existe! Cruel e sorrateiro, sempre disposto a propor coisas que deixariam qualquer um escandalizado! Esse camarada não possui escrúpulos, pudor ou virtudes.

Já deu para perceber que estou falando da tal “natureza pecaminosa” inerente a todos os seres humanos. Aquele criminoso incorrigível, sempre disposto a nos levar a saciar os nossos mais impuros desejos. Ao contemplar esse camarada eu me assusto com a sua maldade. Eu entendo perfeitamente que as suas propostas são incitações á desobediência e convites ao pecado. E sabe o que mais me assusta?

Muitas vezes eu me deixo seduzir.

Mesmo sabendo que tais atitudes são atos de desobediência e ingratidão a Deus, eu deixo as vontades vencerem a minha razão. E nesse momento eu chego á conclusão que intitula esse artigo:

Eu sou feio. E não se sinta ofendido comigo querido leitor, você também é feio nesse sentido.

A bíblia nos relata a experiência do Apóstolo Paulo ao explicar a sua relação com a sua natureza pecaminosa, apelidada por ele de “homem exterior”. Vejamos algumas frases extraídas do capítulo sete da carta aos romanos:

“Porque o que faço, não o aprovo, pois o que quero, isso não faço; mas o que aborreço, isso faço”. “Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço”. “Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus. Mas vejo nos meus membros outra lei que batalha contra a lei do meu entendimento e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros. Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?”

Paulo afirmou que era um miserável! Alguém sem nenhum valor e digno de desprezo! E estamos falando do maior escritor do Novo Testamento. Mas, que mesmo assim, reconheceu a dificuldade para vencer os anseios de nossos desejos mundanos.

Felizmente, para Paulo, eu e você, aqueles que vivem assegurados no sacrifício redentor de Jesus, não estão mais debaixo da lei do pecado e da morte, vivemos agora segundo a lei do Espírito e vida em Cristo Jesus (Romanos 8. 1 e 2).

Aquele que está em Cristo é uma nova criatura (2 Coríntios 5. 17) e possui a companhia do Espírito Santo, que nos ajuda na batalha cotidiana contra o pecado. Graças a Deus, não somos tentados acima das nossas forças para resistir ao pecado (Tiago 1. 13). E se acontecer algum tropeço no caminho, temos um advogado e intercessor fiel (1 João 2. 1).

Resumindo: Eu sou feio, desprezível e miserável! Teimoso e reincidente em meus erros. Não tenho nada em mim que seja motivo de honra. Por mais que eu tente levar uma vida cristã exemplar, ainda seria um servo mal por só fazer o que me é ordenado (Lucas 17. 7 a 10). Então, qual motivo teria alguém para viver com um orgulho besta e elitista? Orgulho esse que nos faz mais parecer alienados sociais do que servos do manso Cordeiro de Deus?

Não se deixem enganar queridos, a falsa aparência de santidade é apenas a velha natureza pecaminosa muito bem maquiada!

Termino esse artigo afirmando que a minha alegria se encontra na cruz de Cristo, lugar onde a história de todos nós foi reescrita! Teremos que duelar todos os dias de nossas vidas contra nosso lado feio e pecador, porém, um dia o que é corruptível se revestirá de incorruptibilidade, e veremos a falência da morte através da ação poderosa de nosso Senhor! Esse é o meu orgulho, e o que me faz sentir menos feio hoje...

“Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu, para o mundo” (Gálatas 6. 14).

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1 comentários:

lu disse...

gostei muito deste texto fabio,mostra na verdade que se formos fazer uma alta analise,somos feios na maioria das vezes,com nossos pensamentos e também nossas atitudes.Deus abençoe sua vida.

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