domingo, 1 de abril de 2012

Cristo, nossa páscoa. – Parte dois: Lágrimas no meio do oba-oba.

Por Alexfábio Custódio.

“E muitíssima gente estendia as suas vestes pelo caminho, e outros cortavam ramos de árvores e os espalhavam pelo caminho. E as multidões, tanto as que iam adiante como as que o seguiam, clamavam, dizendo: Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas! E, entrando ele em Jerusalém, toda a cidade se alvoroçou, dizendo: Quem é este? E a multidão dizia: Este é Jesus, o Profeta de Nazaré da Galiléia” (Mateus 21. 8 a 11).

Esse trecho bíblico relata o momento que conhecemos como a entrada triunfal do Senhor Jesus em Jerusalém. O ministério terreno do mestre havia alcançado o ápice de sua popularidade, após a ressurreição de Lázaro o número de seguidores havia aumentado consideravelmente.


A festa realmente estava linda! Jesus vinha montado em um jumentinho enquanto as pessoas deitavam folhas de palmeiras ou as suas próprias capas pelo trajeto que o mestre passava. O profeta Zacarias estaria com os olhos marejados de lágrimas ao ver a profecia que Deus lhe dera se cumprindo (Zacarias 9. 9).

A multidão que acompanhava a chegada do redentor de Israel glorificava a Deus em alta voz, isso causou estranheza aos desavisados habitantes da cidade real. “Qual a razão de tanto alvoroço?” Perguntava um. “Quem é esse homem que reúne tantas pessoas à sua volta?” Questionava outro.

- É Jesus, o profeta de Nazaré da Galiléia, que está em nosso meio! Respondia algum dos integrantes da multidão festiva.

A multidão permanecia festiva, louvando a Deus pela chegada do ilustre profeta descendente de Davi. Os discípulos se maravilhavam com a boa recepção que a sua comitiva recebia, todos caminhavam com poses firmes, afinal, eram parte do grupo mais chegado do mestre. Enquanto isso, Jesus...  espere um pouco.... Jesus está.... chorando?!?

“E, quando ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela, dizendo: Ah! Se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence! Mas, agora, isso está encoberto aos teus olhos. Porque dias virão sobre ti, em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te estreitarão de todas as bandas, e te derribarão, a ti e a teus filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que não conheceste o tempo da tua visitação” (Lucas 19. 41 a 44).

A multidão estava eufórica, os discípulos alegres e orgulhosos por poderem “agitar a cidade”, alguns já diziam “profeticamente” que “Jerusalém era do Senhor Jesus”.  E o mestre sofria por que entendia que no meio do oba-oba vivido naquele dia, poucos realmente estavam recebendo o Emanuel em suas vidas. Deus estava manifestando-se como o redentor da humanidade, e aquelas pessoas só viam um profeta ou ativista político.

Vivemos dias semelhantes ao desse Domingo de ramos, a igreja está deixando de anunciar a mensagem que traz a paz entre Deus e os homens para simplesmente “agitar ou abalar” em nome de Jesus! Temos em nossas reuniões a presença do Cordeiro Eterno, e teimamos em oferece ao povo apenas um milagreiro ou um consultor financeiro.

Não estou dizendo que sou contra as manifestações de alegria em nossos cultos, sou pentecostal e reconheço a alegria presente em um culto de adoração a Deus. Agora, sou veementemente contra a adulteração de nossas mensagens! Chega de pregações e músicas antropocêntricas e hedonistas! Voltemos a falar de nossa condição miserável de pecador, voltemos a tratar Jesus como Senhor, e não como um mordomo ao nosso serviço! Voltemos a anunciar o horror do Inferno e de uma eternidade afastada de Deus!

Chega de fazer o meigo nazareno chorar... oremos:

“Pai, com o coração quebrantado nós te pedimos perdão pelos erros de sua igreja. Estamos adulterando a Sua perfeita mensagem para se adaptar aos desejos desse presente século. Senhor perdoa-nos pelos discursos vazios, pelas músicas que não te exaltam, por termos templos lotados com pessoas que não possuem um relacionamento profundo contigo. Fazemos a oração do profeta Habacuque, aviva a tua obra no meio dos anos Senhor. Ajuda-nos a passar para as próximas gerações uma igreja viva Senhor. Que possamos ser recebidos com um sorriso em seus lábios naquele grande dia Pai. Pedimos-te em nome de seu amado filho Jesus. Amém.”

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1 comentários:

danila pacheco de floripa disse...

Concordo sim com o que li;Eu particularmente sai de uma denominação que fazia parte; com sintomas de depressão,isso mesmo,ñ.era demônio não,era sim:-tristeza por me apresentarem um cristo,k.castiga,q.amaldiçoa se ñ der tua maior oferta,e q.acusa dos teus pecados ,enfim .esse "deus"eu na minha ignorância ñ quis conhecer e abandonei -o.
-Busco conhecer dentro "dessas"igrejas O meu SENHOR e SALVADOR,Aquele q.disse:Q.ñ me abandonaria e estaria comigo até a consumação dos séculos...Aonde encontrarei Meu YESHUA.

fike na paz do SENHOR YESHUA!

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