sexta-feira, 6 de abril de 2012

Cristo, nossa páscoa. – Parte quatro: Carregadores de cruzes.

Por Alexfábio Custódio.

“Quem deu crédito à nossa pregação? E a quem se manifestou o braço do SENHOR? Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha parecer nem formosura; e, olhando nós para ele, nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos. Era desprezado e o mais indigno entre os homens, homem de dores, experimentado nos trabalhos e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados” (Isaias 53. 7 a 5).

Acredito que o profeta Isaias estava contemplando de forma profética a visão do Cristo crucificado. Uma figura tão chocante que a primeira reação é virar o rosto para não encarar o nazareno pregado na cruz do meio.

Em um período de aproximadamente dezesseis horas Jesus havia sido traído por um amigo, preso como um criminoso qualquer, flagelado, julgado de forma ilegal pelos líderes de seu povo, flagelado, arrastado de um lado a outro de Jerusalém, flagelado, mais julgamentos, mais flagelos, condenado à morte, carregou a cruz, outros flagelos, crucificado, humilhado, etc. Ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades, e mesmo assim ele concluiu a sua participação nessa cena cruel com uma frase carregada com a sensação de dever cumprido:

- Está consumado!

Como é inquietante ver uma vitória manchada de sangue! Quem diria que aquela figura desprezível havia derrotado o império das trevas?

Um final mais hollywoodiano para essa cena mostraria uma reviravolta no último momento. Jesus se livraria de sua cruz e, em uma batalha épica trilhada com uma música emocionante, ele venceria seus inimigos e assumiria o trono de Davi.

Imagine a versão dessa cena pelos olhos do profeta @Erezias:

“Aquele que não nasceu para sofrer, que é cabeça ao invés de cauda. O ungido intocável pelos homens e destinado á vitória. Ele assumirá o trono destinado aos vencedores e desfrutará do melhor dessa terra!”

Não queridos, definitivamente não! Deus não enviou seu filho para ser um rei pomposo, Ele tinha que cumprir a sua missão como um carregador de cruz!

Se hoje Jesus reina soberano ao lado do Pai, foi por que um dia Ele renunciou do seu bem estar pelo propósito da cruz. E, se nos consideramos seguidores de Jesus, devemos nos lembrar de algo nesta Sexta-feira da paixão:

“Então, disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga-me; porque aquele que quiser salvar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-á. Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?” (Mateus 16. 24 a 26 / Grifo nosso).

Jesus não morreu para que a sua igreja se tornasse um bando de “colecionadores de dádivas”, somos carregadores de cruzes!

Carregadores de cruzes desenvolvem uma característica peculiar: A capacidade de suportar a adversidade e continuar caminhando sem vacilar na fé.

Carregadores de cruzes como o irmão Zac Smith, eu conheci o seu testemunho no blog Apenas do querido @MauricioZagari.Veja a sua história:



Diante desse belo testemunho de vida eu entendo as palavras do apóstolo Paulo: “Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória? Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Coríntios  15. 55 a 57).

“Se Deus me curar, então Deus é Deus e Deus é bom. Se Deus não me curar, e me deixar morrer, Deus ainda é Deus e Deus ainda é bom.” Muitos poderiam criticar Zac por essa declaração, o acusariam de homem sem fé e o aconselhariam a “decretar” a cura. Zac não daria ouvidos a eles, ele viveu mais um ano e oito meses ao lado de seus entes queridos, e partiu como um perfeito imitador do Mestre. Oremos:

“Deus querido, muito obrigado por nos ter dado a oportunidade imerecida de nos chegarmos a Ti através de seu filho Jesus. Obrigado Deus querido por proporcionar um cordeiro eterno e imaculado para pagar o preço pelos nossos pecados. Ensine-nos a cada dia a sermos mais parecidos com seu nosso Salvador. Obrigado pela rica oportunidade de podermos carregar uma cruz. Ajuda-nos a, como o apóstolo Paulo, nos orgulharmos somente da cruz! Obrigado Deus amado, em nome de Jesus!”

Até Domingo, você não vai querer perder o reencontro, certo?
 
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