sábado, 26 de maio de 2012

Bonecos de neve ou vasos de barro?

Por Alexfábio Custódio.

“A palavra do SENHOR, que veio a Jeremias, dizendo: Levanta-te e desce à casa do oleiro, e lá te farei ouvir as minhas palavras. E desci à casa do oleiro, e eis que ele estava fazendo a sua obra sobre as rodas. Como o vaso que ele fazia de barro se quebrou na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos seus olhos fazer. Então, veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? — diz o SENHOR; eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel” (Jeremias 18. 1 a 6).

Eu tenho uma pequena lista de situações que gostaria de experimentar. Entre elas estão: Viajar de avião, assistir um jogo de Copa do Mundo no estádio (pretendo fazer isso em 2014), e poder brincar na neve.

A minha geração cresceu influenciada pela cultura pop estadunidense, se tornou normal vermos filmes natalinos com pinheiros, lareiras, e ambientes externos cobertos de neve.

Os bonecos de neve são elementos sempre presentes nessa ambientação. Basta uma rápida pesquisa na web para encontrarmos vídeos de crianças fazendo bonecos nos quintais das casas. Realmente não é preciso muita habilidade para tal ato, basta juntar três bolas de neve de tamanhos diferentes, empilha-las, usar dois galhos de árvores como braços, e usar elementos diversos para representar olhos e boca (chapéus, cachecóis e outros adereços são opcionais).

Depois de pronto, o boneco fica ali, estático, e muitas vezes esquecido. E, se nenhum evento inesperado vier a causar a sua destruição, os primeiros raios de sol primaveris o transformarão em uma poça de água.

Quando o Deus Todo Poderoso precisou ensinar ao profeta Jeremias sobre o processo de “moldagem” dos fiéis, Ele não disse: “Jeremias, suba ao monte Zalmom e veja como as crianças moldam os bonecos de neve”. Ele teve que descer à olaria para ver um profissional trabalhando em uma peça usada para muitos fins naquela época.

A primeira lição que podemos tirar da analogia de Deus com o oleiro é: Deus não está de brincadeira com a sua vida! Você não foi criado para ser apenas um enfeite estático na sociedade, Deus possui um propósito para a sua vida.

Não posso continuar esse texto sem deixar isso bem claro. Assim como o oleiro seleciona a argila que irá moldar na sua roda, Deus também criou o ser humano do barro (Gênesis 2. 7), formando assim a coroa de sua criação. Você não foi criado para ser abandonado e derreter aos poucos, você é uma criatura única, singular, e amada pelo seu criador! Por mais que alguém pareça insignificante ou incorrigível, Deus tem a capacidade de transformar essa pessoa em um instrumento de bênção para a humanidade.

Com certeza essa mensagem está alcançando pessoas que gostariam de não ter nascido. Muitas carregam cicatrizes tão profundas na alma, causadas pelas feridas dessa vida, que se sentem incapazes de serem felizes. Assim, casamentos são destruídos, famílias desmoronam, projetos profissionais fracassam antes do início.

Isso não precisa ser o fim querido leitor, permita que Jesus trabalhe a massa de sua vida, Ele é profissional em transformar algo sujo e desprovido de valor, em peças únicas e assinadas pelo artista mor.

Como eu já disse, Deus tem um propósito para os seres humanos que se deixam moldar, o dever de ser sal da terra e luz para esse mundo tenebroso está nas mãos da igreja (Mateus 5. 13 a 16). E Deus tem uma missão específica para você entre os seus familiares, na sua escola ou faculdade, no local de trabalho, etc. Ele deseja que você seja um exemplo de honestidade, educação, piedade, generosidade, enfim, um reflexo da pessoa bendita de Jesus.

E o processo para te transformar nesse vaso é demorado, minucioso, e requer mãos treinadas. Somente o tato divino pode encontrar e retirar as impurezas da argila, que poderiam causar rachaduras no vaso.

A mudança de atitude na vida do cristão leva algum tempo, e requer esforço e renúncia. No entanto, quanto mais avançamos no processo de santificação, ficamos mais resistentes e ornamentados. Assim, cada vez mais, as pessoas podem ver a glória do Grande e Poderoso Deus através dos seus pequenos vasos de barro.

“Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo. Temos, porém, esse tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós” (2 Coríntios 4. 6 e 7).
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