quarta-feira, 16 de maio de 2012

O Arrependimento das Obras Mortas. – Parte dois.


Por Daniel Dourado.

Na semana anterior nós vimos um pouco sobre do que se trata o arrependimento das obras mortas, nesta semana convido o caro leitor a aprendermos como podemos alcançar essa benção para nossas vidas.

O primeiro passo para alcançarmos o arrependimento de nossos feitos do passado é reconhecer a nossa natureza pecaminosa. Diante desta afirmação categórica, surge a pergunta, mas Deus não criou o homem a sua imagem e semelhança (Gênesis 1. 28), como pode esse possuir uma natureza pecaminosa, sendo que o nosso Deus é Santo? (1 Pedro 1. 16)


Na bíblia encontramos que, segundo o relato da criação, o homem nasceu como um ser puro, porém ao mesmo foi dado o direito de escolha (Deuteronômio 30. 19 e 20). Quando o homem foi enganado pela serpente no jardim do Éden, ele cometeu pecado de desobediência ao Senhor, ao ter comido do fruto da árvore proibida (Gênesis 2. 17), a partir dali o homem se encontrava morto, ou seja, separado do seu Deus, a consequência disso foi a sua expulsão do jardim do Édem. A bíblia ainda afirma que a morte veio por um homem, Adão (1 Coríntios 15. 21 e Romanos 5. 12) e ainda sobre essa natureza pecaminosa Romanos 11. 32 diz: “Por que Deus encerrou todos debaixo da desobediência, para com todos usar de misericórdia”.

Como vimos, possuímos uma natureza pecaminosa e reconhecer isso é o primeiro passo para nos “tratarmos”. Assim como um dependente químico, é necessário primeiramente reconhecer que é um “viciado” e que precisa de ajuda.

Quando reconhecemos que somos pecadores, reconhecemos que somos devedores de Deus, pois fomos criados para adorá-lo, servi-lo e para sermos os representantes do seu amor aqui na terra (1 Pedro 2. 9, Apocalipse 4. 11 e Genesis 1. 26 ao 30).

Só através deste reconhecimento estaremos prontos para avançarmos, pois assim perceberemos o nosso distanciamento do Senhor, e assim a necessidade de voltarmos para Ele.

Agora, se encontrávamos separados de Deus pelo pecado de Adão, como podemos tornar a nos aproximar dEle? 

Quando o homem pecou, Deus disse à mulher a sua semente feriria a cabeça da serpente/Satanás (Gênesis 3. 15), isso quer dizer que, nasceria um de mulher que retiraria o poder sobre a morte e que reconciliaria o homem com Deus. Passando-se muitos anos, Deus separa Abraão e o faz uma promessa de que ele seria feito pai de nações e que todas as nações seriam abençoadas através de sua Semente (Genesis 12. 1 a 3).

Mais alguns anos adiante, Deus tira o povo do Egito através de Moises, e faz uma promessa de que viria um grande profeta, maior que o libertador e legislador (Deuteronômio 18. 18).

Tendo o Antigo Testamento como sombra das coisas futuras (Hebreus 10. 1), podemos ver a representação do sacrifício de Jesus para conosco, dentro de alguns “ritos” que havia na lei mosaica.  O Senhor Jesus representando o cordeiro sem mácula (Isaias 53. 7), como sumo sacerdote que faz a intercessão pelos nossos pecados como no dia da expiação (Levitico 16) entre outras referências.

Logo temos a certeza de que o Senhor Jesus morreu em nosso lugar como cordeiro imaculado, sem pecado ou mancha, Ele intercede por nós como sumo sacerdote (Hebreus 7. 25 ao 28).

Para concluir, podemos ver dentro deste contexto o Senhor Jesus como o caminho a verdade e a vida (João 14. 6) a única forma de encontrarmos arrependimento para os nossos pecados e a remissão dos mesmos, e desta forma produzirmos frutos dignos de arrependimento. Na próxima semana ainda veremos outras duas condições para alcançarmos o arrependimento de nossos pecados, que não trata apenas de um único momento em nossas vidas, mais de algo constante.

Na fé e em Cristo.
Daniel Dourado é diácono da Assembleia de Deus em São José do Rio Preto e engenheiro agrônomo. e-mail: agronomo_dourado@hotmail.com Facebook

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