sábado, 12 de maio de 2012

O suave chamado para a Paz.


Por Alexfábio Custódio.

Olá, eu sou uma voz do passado. Estou escrevendo esse artigo no final da tarde da Quinta-feira passada (dia 10/05/2012). Acabo de viver o melhor momento desse dia agitado.

Existe algo peculiar em se trabalhar em uma empresa de ônibus: Você sempre está lidando com pessoas que estão fora de sua zona de conforto. A grande maioria das pessoas que chegam diante de você, solicitando um bilhete de passagem, não deseja viajar!

Esse é o primeiro ensinamento que passo para os padawans que treino para o serviço: Tenha muita paciência ao atender as pessoas, muitas vezes eles estão desorientados e abalados psicologicamente, passe tranquilidade e segurança para eles, mesmo não podendo ajudar. (Para os leigos sobre Star Wars que não entenderam a piada nerd, segue uma explicação: Padawan é um cavaleiro Jedi em treinamento).

Acontece que nem sempre conseguimos ficar tranquilos. Existem muitos dias cheios de contratempos, atrasos de horários, carros quebrados, passageiros que acreditam possuir mais direitos do que realmente existem, pouco troco, etc. Some a isso um coração apertado devido a um problema pessoal.


Pois é, eu realmente estava agoniado aqui dentro da agência. Aproveitei que precisava fazer um depósito e fui dar uma voltinha, nada mais do que dez minutos.

E foram os dez melhores minutos desse dia!

A papelaria onde fui fazer o procedimento bancário fica há um pouco mais de duzentos metros da rodoviária, mas para chegar, eu tenho que atravessar a linda área de lazer da nossa cidade. O ambiente era tão diferente do que o da rodoviária. Aconchegante, silencioso, um verdadeiro convite à comunhão com Deus.

Infelizmente, eu não poderia ficar muito tempo longe da agência. Efetuei o depósito e comecei a regressar para o meu amado ofício.

No entanto, o chamado de Deus foi mais forte quando passava de volta pela praça. O som dos pássaros, risadas de crianças, uma família de patos reunida na lagoa, tudo isso remeteu minha mente cansada ao Criador.

Foram dez minutos de silêncio. Apenas eu e Ele, somente as lágrimas que banhavam o meu rosto denunciavam essa conversa sem palavras. Esse momento me fez lembrar do desejo do salmista:

“Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus! A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?” (Salmo 42. 1 e 2).

Eu estava sedento! Mais do que isso, estava cansado de problemas que não conseguia resolver, estava sendo oprimido pela tristeza causada por um relacionamento rompido, realmente sobrecarregado. Aquele convite ao refrigério naquela praça foi um “vinde a mim” de Jesus para o Alexfábio (Mateus 11. 28 a 30).

Saber ouvir e obedecer a esse chamado é crucial. Conheço a minha natureza e não tenho vergonha em admitir que, se não tivesse passado por esse momento com Deus, eu poderia ter “explodido” em mau humor ou, até mesmo, cedido a algum desejo mesquinho e mascarado de falsa “compensação”.

Sei que eu posso estar decepcionando alguns dos leitores ao deixar tão evidente a minha fraqueza em um dia difícil. Muitos poderiam argumentar: “Você deveria ter decretado a sua vitória”, “”Você deveria ter pisado na cabeça do inimigo que te oprimia”.

Desculpem-me, prefiro o padrão bíblico. O próprio Senhor Jesus, em vários momentos de seu ministério, reservou tempo para momentos a sós com o Pai. Assim aconteceu quando Ele definiu o colégio apostólico (Lucas 6. 13 a 16), após o milagre da multiplicação dos pães e peixes (Mateus 14. 23), e durante a angústia lacerante do Getsêmani (Mateus 26. 36 a 38).

Eu não sei explicar o agir de Deus, o que sei é que Ele age! Ao voltar para a rodoviária ainda tenho alguns problemas para resolver, ainda estou com o coração machucado, mas estou em paz!

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (João 14. 27).

O conceito secular de paz faz referência à ausência de conflitos, falta de adversidade, “bença pura” (Sarcasmo Mode ON). A paz de Deus excede em muito esses conceitos, podemos ter SEGURANÇA em meio às tempestades. Lembra-se das primeiras palavras do mestre ao se apresentar ressuscitado a um bando de discípulos aflitos e temerosos?

“Paz seja convosco” (Lucas 24. 36).

Nota do editor, minutos antes de publicar o artigo: Só queria deixar registrado que Deus, através de sua infinita graça, me ajudou a resolver os problemas no trabalho e está consolando o coração ferido. Esse artigo é um desabafo / testemunho aos meus queridos leitores. Se as circunstâncias dessa vida cada vez mais corrida estão te oprimindo, PARE AGORA! Perceba o “vinde a mim” de Cristo te convidando para um momento único de comunhão.

Que a paz do Senhor seja contigo!

“Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus” (Filipenses 4. 6 e 7).
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