sábado, 16 de junho de 2012

Tu, e a tua casa. A abrangência da graça divina.


Por Alexfábio Custódio.

O carcereiro pediu luz, entrou correndo e, trêmulo, prostrou-se diante de Paulo e Silas. Então os levou para fora e perguntou: "Senhores, que devo fazer para ser salvo?" Eles responderam: "Creia no Senhor Jesus, e serão salvos, você e os de sua casa". E pregaram a palavra de Deus, a ele e a todos os de sua casa. Naquela mesma hora da noite o carcereiro lavou as feridas deles; em seguida, ele e todos os seus foram batizados. Então os levou para a sua casa, serviu-lhes uma refeição e com todos os de sua casa alegrou-se muito por haver crido em Deus (Atos dos Apóstolos 16. 29 a 34 / NVI).

Paulo e Silas haviam sido presos, julgados, flagelados e devido ao incidente envolvendo a pitonisa de Filipos (Atos dos Apóstolos 16. 16 a 25). Não satisfeitos com esse castigo, os magistrados da cidade colocaram os missionários sobre a custódia de um carcereiro, recomendando-lhe que vigiasse bem os prisioneiros.


Para evitar qualquer surpresa, ele os encarcerou na cela mais profunda da cadeia, e ainda prendeu os seus pés a um tronco.

O carcereiro estava tão confiante em seu sistema de segurança, que foi dormir sossegado. Enquanto isso, os homens de Deus logo começaram o culto na prisão, orando e entoando louvores a Deus.

Perto da meia noite, houve o terremoto. As portas das celas destrancaram-se e até mesmo as trancas de algemas se abriram, proporcionando liberdade a todos os cativos.

Ao despertar de seu sono, e percebendo o que havia acontecido, o carcereiro pensou em tirar a própria vida. Ele sabia que seria condenado à morte pela fuga de seus detentos.

A rápida intervenção do apóstolo Paulo salvou a sua vida, e ainda lhe proporcionou o conhecimento sobre a vida eterna.

Agora, permita-me repetir parte do texto que introduziu esse artigo:

“E pregaram a palavra de Deus, a ele e a todos os de sua casa. Naquela mesma hora da noite o carcereiro lavou as feridas deles; em seguida, ele e todos os seus foram batizados. Então os levou para a sua casa, serviu-lhes uma refeição e com todos os de sua casa alegrou-se muito por haver crido em Deus” (Atos dos Apóstolos 16. 32 a 34 / Grifo nosso).

Podemos perceber pelos textos grifados que todos os seus familiares estavam na prisão na hora em que aconteceu o terremoto enviado por Deus. Ali mesmo eles foram evangelizados e batizados pelos missionários. E, somente após o batismo, eles conduziram os homens de Deus para o seu lar.

Imagino que a carceragem havia se tornado um trabalho familiar. Eu conheço um supermercado de médio porte pertencente a uma família. Eles trabalham de Domingo a Domingo, trezentos e sessenta e cinco dias do ano, das sete horas da manhã até às onze e trinta da noite, sem folgas, sem feriados.  Que me perdoem todos os viciados em trabalho, mas que comunhão essa família possui? E por mais que eles encham contas bancárias com o lucro de tanto trabalho (coisa que não acredito que aconteça), a que custo veio esse dinheiro?

Vivemos dias de famílias cada vez mais distantes. E essa distância não precisa ser física. Muitas vezes, temos uma família com quatro membros, todos em casa, mas cada um em seu cômodo. Próximos mas não unidos.

Os pais estão cada vez mais ausentes nos seus papéis de formadores morais de seus filhos. Os casais estão deixando de ser exemplo de amor e afetividade para as crianças. Atitudes de correção e doutrina deixaram de ser gestos para correção de caráter, para serem estigmatizados como flagelos arcaicos.  A rebeldia e a quebra de valores sociais são ensinadas como as novas brincadeiras para nossas crianças.

Sabemos que a saúde da sociedade está intimamente ligada à da família. Se a unidade familiar ruir, a sociedade desmorona. O evangelho salva indivíduos, restaura famílias, e cria um padrão moral e ético contrastante ao do sistema infectado pelo pecado.

Voltando ao carcereiro. Ainda impactado com o milagre e com a explanação da palavra de Deus, ele resolve cuidar das feridas dos missionários. Imagino seus familiares surpresos ao ver aquele homem sempre sisudo e carrancudo, agora com lágrimas no rosto cuidando de seus antigos detentos.

Por muitas vezes, uma atitude vale mais do que mil palavras. Isso aconteceu no meu lar, eu fui o primeiro a me converter a Cristo. Alguns poucos dias depois de minha conversão eu ouvi uma mensagem baseada na resposta de Paulo ao carcereiro: “Creia no Senhor Jesus, e serão salvos, você e os de sua casa". Eu acreditei nessa sentença, e Deus agiu com misericórdia para com a minha família, hoje todos estão sobre o pastoreio de Jesus!

O mundo corporativo e globalizado tenta separar a sua família? A graça de Deus é maior! Organize sua agenda e desfrute da comunhão com os seus.

Relações ilícitas ou desejos libidinosos estão colocando seu casamento em risco? A graça de Deus é maior! Arrependimento e perdão curam essas feridas.

A libertinagem e a malignidade dessa geração estão roubando seus filhos? A graça de Deus é maior! Lute por seus rebentos com amor e dedicação.

O que vou dizer é um clichê dos grandes, mas também é uma verdade inexorável: A família é um projeto de Deus! Ele é o maior interessado em ver a vitória familiar! Ore, dedique-se aos seus, Deus tem o poder para restaurar a alegria em seu lar!

Naquela mesma noite em Filipos, houve festa no lar daquela família restaurada e unida pela fé em Jesus Cristo.

“Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos Santos e da família de Deus; edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor, no qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus no Espírito” (Efésios 2. 19 a 22 / Grifo nosso).
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1 comentários:

Geney Ryodan disse...

Muito bom texto. Esclarecedor. obrigado.

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