quarta-feira, 18 de julho de 2012

A Tua Palavra... Citações do livro de Salmos #6


Por Alexfábio Custódio.

Fidelidade à palavra pronunciada.

“Buscai ao SENHOR e a sua força; buscai a sua face continuamente. Lembrai-vos das maravilhas que fez, dos seus prodígios e dos juízos da sua boca, vós, descendência de Abraão, seu servo, vós, filhos de Jacó, seus escolhidos. Ele é o SENHOR, nosso Deus; os seus juízos estão em toda a terra. Lembra-se perpetuamente do seu concerto, da palavra que mandou, até milhares de gerações” (Salmo 105. 4 a 8 / Grifo nosso).

Esta canção exalta o cuidado de Deus para com a descendência de Abraão. O Senhor prometeu ao seu amigo, no dia em que mudou o seu nome, que grandes nações e reis viriam de sua semente, e que eles herdariam a terra de Canaã, local das peregrinações de Abraão (Gênesis 17. 1 a 8).


A partir desse momento solene, nós podemos constatar no relato bíblico o “empenho” de Deus para honrar a palavra dada.

Começando com o fato do Abraão e sua esposa receberem a graça de embalar um filho gerado na velhice (Gênesis 21. 1 a 7). Uma Maravilha ainda maior se lembrarmos de que Sara era estéril (Gênesis 11. 30). Esterilidade que marcou outras mulheres da família, como Rebeca ou Raquel (Gênesis 25. 21 / Gênesis 29. 31), no entanto, nada disso foi empecilho para Deus, e a família continuou crescendo.

Deus não cuidou somente da saúde desse povo. Quando o perigo de perecer diante de um período estendido de escassez de alimentos, Deus usou um garoto vendido como escravo (Gênesis 37. 26, 27 e 36), para ser o administrador que salvou milhares de vidas.

Os egípcios fizeram os filhos de Abraão de escravos. Deus interviu na história para resolver essa pendência social de seu povo. Enviou Moisés como libertador, operou milagres espantosos durante o processo de saída do cativeiro, e ainda guiou e protegeu esse povo por quarenta anos no deserto.

A letra do Salmo termina aqui, mas com certeza teríamos muito mais relatos sobre o cuidado de Deus para com Israel. Durante o período dos juízes, a época dos reis, mesmo na vergonha dos cativeiros, no período de retorno ao lar, nos dias de jugo sobre impérios estrangeiros, durante a dispersão devido à queda de Jerusalém, na negritude da idade média, na segunda guerra mundial, até à restauração da nação israelita. O que pode explicar a preservação dessa família? Somente o cuidado de Deus em honrar a sua palavra.

Eu compreendo que a igreja é filha na fé do patriarca Abraão, e assim somos somados em sua descendência. No entanto, eu gostaria de explorar a aplicação dessa mensagem em promessas exclusivas para a gente, a igreja, tais como:

“Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16. 18).

“Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (João 16. 33).

“E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!” (Mateus 28. 18 a 20).

Imaginemos os motivos do salmista cristão ao convidar o povo para adorar ao seu Deus:

Louvem ao Senhor todos vocês que receberam o perdão dos pecados. Engrandeçam ao Deus que nos guia à vida eterna.

Ele que prometeu não nos deixar sozinhos, e enviou O Espírito Santo, para ser nosso conselheiro e consolador.

Engrandeçamos ao Deus que, em poucos dias, transformou uma comunidade reclusa de quinhentas pessoas, em um organismo que permanece vivo, a sua noiva e igreja!

Bendito seja o Deus que, mesmo com perseguições e até martírios, têm levado a palavra de salvação a pessoas de todos os povos. Palavra que transforma o cruel perseguidor em um mensageiro de boas novas.

Exaltado eternamente seja o Deus que, mesmo em nosso período mais obscuro e distante de sua verdade, preservou pessoas com corações retos na sua presença.

Louvemos a Deus por Ele ter preservado a sua palavra, e por Ele ter usados tantas pessoas nos processos de tradução e distribuição dessa palavra.

Deus tem sido fiel às suas promessas com a igreja! Mesmo que para isso sejam necessários milagres semelhantes aos feitos a Israel. Mesmo quando, de maneira inconsequente e ingrata, nos desviamos de seu senhorio, cedendo aos encantos das heresias ou dos desvios doutrinários. Mesmo quando maquiamos desejos mundanos e os chamamos descaradamente de “promessas de Deus”. Mesmo assim, Ele permanece fiel à sua palavra, não pode negar-se a si mesmo.

Aprendamos a honrar as promessas de amor e fidelidade que fazemos a Ele durante cultos e orações.

“Palavra fiel é esta: que, se morrermos com ele, também com ele viveremos; se sofrermos, também com ele reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará; se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo” (2 Timóteo 2. 11 a 13). 

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