quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Evangelho X supersticiosidade e legalismo. Uma disputa antiga.


Por Daniel Dourado.

“E as multidões, vendo o que Paulo fizera, levantaram a sua voz, dizendo em língua licaónica: Fizeram-se os deuses semelhantes aos homens, e desceram até nós” (Atos 14. 11).

“Sobrevieram, porém, uns judeus de Antioquia e de Icônio que, tendo convencido a multidão, apedrejaram a Paulo e o arrastaram para fora da cidade, cuidando que estava morto” (Atos 14. 19).

O contexto histórico em questão nos remete à primeira viagem missionaria de Paulo e Barnabé, nesta ocasião os apóstolos se encontravam na cidade de Listra, uma cidadela localizada em uma região montanhosa na região da Panfília, a sua população era formada por pessoas simples e supersticiosas.

Quando Paulo, usado por Deus, cura um paralitico, aquelas pessoas na sua supersticiosidade diziam umas às outras que os deuses se fizeram homem e estavam no meio deles. Chegaram a chamar Barnabé de Júpiter (deus romano do dia ou também comparado a Zeus) e a Paulo chamavam de Mercúrio (associado ao deus grego hermes, era um mensageiro).

Paulo e Barnabé imediatamente refutaram aquela adoração e começaram a apresentar o único Deus verdadeiro, que havia enviado o seu filho para salvar a humanidade. Mas, quando eles tinham conseguido conter a euforia daquela multidão, vieram os judeus de Antioquia e Iconio, e incentivaram as multidões contra os apóstolos, situação que levou Paulo a ser apedrejado e quase à morte.

Este episódio ocorrido em Listra ilustra duas forças contrastantes com as quais os pregadores cristãos tiveram que lutar durante todo o primeiro século. O interessante é constatar que essas duas forças ainda são vistas nos dias hoje, e ainda são uma grande ameaça para o evangelho puro pregado por aqueles que têm compromisso com o Reino de Deus.

Trata-se do paganismo/supersticiosidade e do legalismo.

O paganismo/supersticiosidade é representado pela população de Listra, uma gente que se deixava levar pelos movimentos, pessoas que eram manipuladas por crenças. Interessante vermos estes mesmos instrumentos usados nos dias de hoje em muitos púlpitos por ai. Lobos trasvestidos de ovelhas que se aproveitam da pouca instrução do povo e começam a inventar formas para “induzir” o agir de Deus, como se Deus só agisse se cumpríssemos determinadas etapas, como uma troca de anjo, ou um pulo, ou um banho de sal grosso, e tantas outras barbaridades que se ouve falar por ai, todas coisas que apenas visam lucros dos interessados.

A outra força é o legalismo, representada pelos Judeus de Antioquia, se mostrava apenas como estereotipo das pessoas que com os lábios honravam a Deus, mais os seus corações estavam longe do Senhor. Podemos presenciar isso em nossas Igrejas, onde ha um pré-julgamento da aparência da pessoa, e onde têm se valorizado muito mais o exterior, o possuir, o ter, do que o interior ou o ser.

Por isso que eu amo a bíblia, pois ela é sempre atual e nos mostra que nada é tão novo quanto parece ser. É necessário que, assim como os apóstolos que venceram essa batalha, nós também nos dediquemos para vencê-la. Como isso é possível? Através de uma vida de amor ao próximo, e principalmente uma fidelidade ao nosso Deus e aos seus preceitos, só desta forma conseguiremos avançar rumo à vitória do evangelho de nosso Senhor JESUS CRISTO.
Na fé e em Cristo.


Daniel Dourado é diácono da Assembleia de Deus em São José do Rio Preto e engenheiro agrônomo. e-mail: agronomo_dourado@hotmail.com Facebook

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