sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Raquel e o jeitinho brasileiro.

Por Daniel Dourado.

E foi Ruben nos dias da ceifa do trigo, e achou mandrágoras no campo. E trouxe-as a Lia sua mãe. Então disse Raquel a Lia: Ora dá-me das mandrágoras de teu filho” (Gênesis 30. 14).

Muitas vezes lemos a palavra e passamos por partes que nem damos muita importância, achamos irrelevantes, e quando paramos com calma e resolvemos analisá-la, enxergamos o quanto o Senhor é maravilhoso.


Um dia desses minha namorada, uma benção de Deus, lendo a bíblia, teve uma duvida e me perguntou o que eram mandrágoras. No momento disse que era um fruto, chegando em casa fui procurar mais sobre essa planta.

Mandrágora é uma planta, cujo os seus frutos possuem propriedades afrodisíaca, ligada à fertilidade da mulher, e alucinógena, muito usada na ficção, como em Romeu e Julieta de Shakespeare, como também em Harry Potter, e sempre tratada como algo poderoso. Também possui lendas ligadas a ela, em uma delas se diz que a sua semente é o sêmen de um homem enforcado.

Quando olhamos o contexto no qual ela esta inserido, ou seja, Ruben apanha esses frutos e traz para sua mãe Lia, no entanto, Raquel irmã de Lia, deseja aqueles frutos. Ela permite que Lia ( até esse episodio Lia tinha dado 4 filhos a Jacó e Raquel nenhum) passe aquela noite com Jacó, esse seria o preço pelos frutos.

Interessante vermos que Raquel era estéril, até aquele momento o Senhor ainda não tinha permitido a sua gravidez. Podemos concluir que Raquel acreditava que aquele fruto a ajudaria a realizar o seu grande sonho de ter um filho. Ela concorda em ceder do seu direito à irmã por acreditar que esse fruto seria a solução de seus problemas.

Quando continuamos a ler o texto vemos Lia que não tinha consumido do fruto da mandrágora gerar mais três filhos para Jaco e Raquel ainda nenhum.

Mas, quando chegamos no versículo 22 que diz: “E lembrou-se Deus de Raquel; e Deus a ouviu, e abriu a sua madre”. Vemos a grandeza de nosso Deus.

Sim meus amados, não foi a mandrágora, nem nenhuma outra superstição que permitiu que Raquel engravidasse, mais sim o nosso Deus.

Dessa forma Deus nos ensina que não precisamos querer dar uma ajudinha a nosso Deus, com sal grosso, pulinhos, ou qualquer outro tipo de superstição, ou coisa do gênero. Precisamos ter fé, confiança e perseverança nas promessas de nosso Deus, e sempre lembrando que o tempo é determinado por Deus. Portanto meu querido, não desista, nem tente dar um jeitinho brasileiro nas coisas, mais confie no Senhor, ele vai fazer na sua vida, no tempo dEle.

Na fé e em Cristo.



Daniel Dourado é diácono da Assembleia de Deus em São José do Rio Preto e engenheiro agrônomo. e-mail: agronomo_dourado@hotmail.com Facebook

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