quarta-feira, 15 de maio de 2013

Os caminhos de Pentecostes. Parte dois – Testemunho fiel.



Por Alexfábio Custódio.

Leia a primeira parte dessa série clicando aqui.

“E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes. Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias... Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.” (Atos dos Apóstolos 1. 4, 5 e 8).

Jesus, já ressurreto e glorificado, estava dando as últimas instruções antes de sua ascensão. Em poucos dias O Outro Consolador, o Espírito Santo, seria enviado, como prometido há algum tempo (João 14. 16 e 17).

Esse encontro com a terceira pessoa da Trindade lhes concederia poder. Um poder que capacitaria os discípulos a serem testemunhas de Cristo. Considerando que testemunha é alguém que atesta a veracidade de um fato, a unção do Espírito Santo sobre a vida do Cristão lhe capacita para testificar da obra de Jesus Cristo.


Jesus já havia antecipado essa característica da ação do Espírito Santo:

“Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito da verdade, que procede do Pai, testificará de mim. E vós também testificareis, pois estivestes comigo desde o princípio” (João 15. 26 e 27 / Grifo nosso).

“Mas, quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vos há de anunciar” (João 16. 13 e 14 / Grifo nosso).

O motivo de muitas atitudes estranhas e vergonhosas que acontecem em alguns movimentos “espirituais ou carismáticos” é a exaltação do pastor/profeta/apóstolo, ao invés da pessoa bendita de Jesus. O instrumento não pode ser mais valorizado do que quem o utiliza. Não é o tipo de pincel que qualifica uma obra de arte, e sim a mente criativa do pintor que o utiliza.

Infelizmente temos visto a “unção de Deus” sendo usada para promover o “vaso” e/ou agradar a “freguesia”. A redenção alcançada na cruz fica abandonada por “não dar IBOPE”.

Os dons do Espírito Santo são dádivas maravilhosas doadas por Deus para a edificação da igreja (1 Coríntios 12. 4 a 7), e devemos busca-los com zelo. Porém, existe um caminho mais excelente do que os dons espirituais (1 Coríntios 12. 31).

Por mais surpreendente que seja vermos um paralítico levantar de uma cadeira de rodas, ou pessoas sejam impactadas por revelações proféticas de seus mais íntimos segredos, nenhuma dessas maravilhas tem valor se não for motivada por um amor incondicional (1 Coríntios 13. 1 a 10).

Os caminhos de um pentecostalismo sincero trilham pelas ruas da paciência, da bondade, da renúncia de seus próprios interesses, do pacifismo, da esperança e da fé. E somente o amor de Deus nos capacita para seguir esse caminho. Assim, seremos testemunhas fieis daquele que nos amou primeiro.

“Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (João 13. 34 e 35/ Grifo nosso).
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